STF entrega à PF 30 inquéritos da Lista de Fachin

STF entrega à PF 30 inquéritos da Lista de Fachin

Procedimentos vão tramitar perante a Corte máxima

Julia Affonso, Fausto Macedo, Luiz Vassallo e Fábio Grellet/RIO

25 de abril de 2017 | 18h25

Ato em Copacabana na zona sul do Rio de Janeiro. Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO

Ato em Copacabana na zona sul do Rio de Janeiro. Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO

A Polícia Federal informou que recebeu 30 inquéritos do Supremo Tribunal Federal (STF) decorrentes da delação da Odebrecht. Os inquéritos vão tramitar perante a Corte máxima. A relação não foi divulgada.

Com a chegada dos inquéritos, a PF vai dar andamento à investigação de políticos com foro privilegiado.

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de 76 inquéritos com base nas delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht. Deste total, 40 vão apurar se parte da elite política nacional não apenas aceitou doação de campanha em troca de boas relações com a empreiteira, mas exigiu o pagamento de propinas para aprovar leis e garantir contratos e a permanência da empresa em obras públicas.

Ao abrir os inquéritos, em 4 de abril, o ministro Fachin autorizou também diligências pedidas pela Procuradoria-Geral da República.

Ato. Cerca de 100 pessoas se reuniram em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, às 19h30 desta terça-feira, 25, em um protesto organizado pelo movimento Vem Pra Rua, de apoio à Operação Lava Jato e ao juiz federal Sérgio Moro. O ato foi promovido simultaneamente em outras 28 cidades brasileiras.

O grupo, que teve ampla participação nos protestos de 2015 e 2016 a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), cobrou a prisão de políticos citados nas delações da Odebrecht e outras empreiteiras.

As prisões mais cobradas em discursos e coros no Rio foram do ex-presidente Lula e do senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Também foram cobrados o fim do foro privilegiado, o arquivamento do projeto de lei que pune abusos de autoridade e a criação de uma força-tarefa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para agilizar o julgamento dos políticos denunciados pela Procuradoria Geral da República.

Com mais de 200 velas acesas, os manifestantes formaram no canteiro central da avenida Atlântica, em frente ao Posto 5, a expressão SOS STF.

Ao lado das velas havia cartazes com frases de apoio à Lava Jato. Houve salva de palmas à Polícia Militar e a leitura de uma carta com os objetivos do protesto. Pelo menos metade dos participantes do grupo vestia camisas amarelas ou verdes – estas, com frases de apoio a Moro.

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