Supremo desmente bolsonarista que atribuiu a Gilmar presidência de igreja de Minas com faturamento de R$ 2,5 milhões

Supremo desmente bolsonarista que atribuiu a Gilmar presidência de igreja de Minas com faturamento de R$ 2,5 milhões

STF informou nesta sexta-feira, 8, que investigado no inquérito das fake news fez 'falsa ligação' ao confundir um homônimo do ministro e sugere simples consulta ao site da Receita para se verificar que uma pessoa com o mesmo nome de Gilmar Mendes aparece como presidente da igreja

Redação

08 de julho de 2022 | 18h59

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Foto: Dida Sampaio / Estadão

O Supremo Tribunal Federal desmentiu nesta sexta-feira, 8, uma publicação feita pelo bolsonarista Oswaldo Eustáquio, investigado no inquérito das fake news, que fez ‘falsa ligação’ entre o ministro Gilmar Mendes e uma igreja de Minas Gerais. A corte diz que a ‘informação mentirosa’ espalhada contra o decano foi replicada por vários perfis.

Na publicação impugnada pelo STF, o bolsonarista disse que Gilmar Mendes seria presidente de uma igreja em Minas Gerais, fundada em 2009, com faturamento anual de R$ 2,5 milhões. Eustáquio ainda atribuiu a informação ao blogueiro Allan dos Santos, também investigado em inquéritos no STF e atualmente foragido da Justiça brasileira.

A corte máxima ressaltou que, no site da Receita Federal, é possível verificar que uma pessoa de mesmo nome, Gilmar Ferreira Mendes, aparece como presidente da igreja. “Mas, ao analisar o CPF do presidente da igreja, nota-se que se trata de outra pessoa, um homônimo (pessoa de mesmo nome), pois não é o CPF do ministro do STF”, ressaltou a corte.

O Supremo ainda fez um alerta sobre ‘a importância de não repassar informações publicadas em locais não confiáveis e com dados alarmistas ou teorias conspiratórias’.

A corte criou uma série, batizada #VerdadesdoSTF, para desmentir informações falsas ou deturpadas atribuídas ao Supremo e seus ministros.

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