Gabriela Hardt também foi alvo de hacker

Gabriela Hardt também foi alvo de hacker

Sucessora de Moro na Lava Jato, juíza federal de Curitiba confirmou invasão de aplicativo no mesmo período em que procuradores da força-tarefa foram alvo de ataques cibernéticos e acionou Polícia Federal

Ricardo Brandt, Luiz Vassallo e Fausto Macedo

12 de junho de 2019 | 18h34

Gabriela Hardt. Foto: Reprodução

A juíza federal Gabriela Hardt, substituta do ex-juiz Sérgio Moro na Operação Lava Jato, também teve seu aplicativo Telegram invadido por hackers. A invasão teria ocorrido no mesmo período em que os aparelhos telefônicos de procuradores da República foram alvos de ataques cibernéticos criminosos.

Hardt impôs ao ex-presidente Lula pena de 12 anos e 11 meses de prisão na ação envolvendo o sítio de Atibaia, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Trata-se da segunda condenação de Lula na Lava Jato em Curitiba. O processo mirou R$ 1 milhão em propinas das empreiteiras OAS, Odebrecht e Schahin, referentes a reformas no imóvel.

Na sentença, a magistrada anotou que Lula usou mais o sítio do que seu proprietário, Fernando Bittar.

Em nota divulgada na tarde desta quarta-feira, 12, Hardt confirmou a invasão e informou que “não verificou informações pessoais sensíveis que tenham sido expostas”.

A invasão foi comunicada à Policia Federal que apura as invasões. Hardt diz na nota que “entende que a invasão de aparelhos de autoridades públicas é um fato grave que atenta contra a segurança de Estado e merece das autoridades brasileiras uma resposta firme”. Responsável por substituir Moro e o atual titular da 13.ª Vara Federal em Curitiba, Luiz Antônio Bonat, a magistrada afirmou esperar “que o Poder Judiciário, do qual faz parte, perceba tal gravidade e adote medidas firmes para repelir tais condutas”.

Nesta quarta-feira, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou ofício ao diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Leite Valeixo, solicitando a unificação da investigação em relação aos ataques cibernéticos criminosos. A Procuradoria-Geral da República afirma ‘considerar necessário adotar uma linha de investigação que possa esclarecer, além do modo de atuação criminoso, os motivos e eventuais contratantes de um ataque cibernético sistemático contra membros do MPF, principalmente aqueles que atuam nas Forças-Tarefas da Lava Jato do Rio de Janeiro e Curitiba’.

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