Sua empresa está preparada para o que ainda está por vir? 

Sua empresa está preparada para o que ainda está por vir? 

Rafael Sampaio*

11 de abril de 2021 | 06h00

Rafael Sampaio. FOTO: DIVULGAÇÃO

Nem sempre depois da tormenta vem a calmaria. Mas, pelo menos, depois do estouro de uma grande crise, poucas coisas relacionadas ao mesmo tema voltam a nos atingir de maneira tão forte. Minha percepção é de que 2021 ainda vai ser um ano bastante desafiador para as organizações, um período de lenta recuperação. Porém especialmente mais tranquilo para as empresas que, em 2020, praticaram resiliência cibernética, zelando pela privacidade e proteção de dados. Estas, certamente, têm muito a nos ensinar sobre como nos prepararmos para o que ainda está por vir.

Resiliência cibernética é a capacidade que uma empresa tem de adaptar o seu ambiente digital com a velocidade demandada pela transformação digital ou por uma situação específica, seja diante de uma crise passageira, ruptura ou oportunidade. Organizações resilientes entendem que pontos de inflexão sempre vão existir e, muitas vezes, precisam de respostas rápidas. Por isso dedicam tempo e recursos financeiros para a construção e revisão periódica de suas jornadas tecnológicas, considerando necessidades do negócio, pontos críticos, onde se está e onde se deseja chegar. A ideia é mitigar riscos e manter a continuidade da operação. A ação pode ser realizada tanto pela equipe interna de tecnologia quanto por um parceiro externo especializado.

Após os impactos gerados pelo estouro da pandemia, uma nova arena competitiva se formou. Dentro dela, estão em vantagem as organizações que, em 2020, souberam tomar decisões rápidas, pensando na privacidade e proteção de dados da empresa e dos clientes. Muitas delas precisaram tomar decisões enquanto as novidades não paravam de surgir. Considerando esse cenário, destaco três orientações para que as empresas se preparem para novas crises:

  1. Administre o risco cibernético em alto nível

Os Serviços Gerenciados de Segurança (MSS – Managed Security Services)  são a solução para empresas que desejam administrar o risco cibernético em alto nível. Por meio dele, um time de especialistas, que pode atuar em parceria com a equipe interna de TI, permite que a organização foque no core business com a tranquilidade de saber que o seu ambiente digital está protegido com atenção especializada e dedicada. O MSS agrega à companhia, pelo menos, seis benefícios: aumento da maturidade de SI; visão atualizada de novas ameaças e potenciais ataques; pronta resposta a incidentes; monitoramento ininterrupto; minimização de riscos; e aumento da produtividade.

  1. Inclua a segurança da informação na estratégia do negócio

As organizações mais maduras já incluem a segurança da informação nas estratégias de negócios, assim como fazem com assuntos relacionados à diversidade e sustentabilidade. Partindo desse princípio, nossa recomendação é que CIOs, CISOs, Conselheiros e demais membros do board da empresa se unam nas discussões e decisões relacionadas aos riscos cibernéticos existentes na companhia, inclusive dividindo responsabilidades. Pensando no ambiente digital, consideramos esta união dos decisores como uma das cinco ações para ter vantagem competitiva no pós-pandemia.

  1. Agregue valor à experiência do cliente

Para manter a continuidade do negócio sem descuidar da saúde do colaborador, muitos negócios se reinventaram: restaurantes se adaptaram ao delivery e plataformas de pedidos e entregas se transformaram em habilitadoras da transformação digital de muitas empresas, entre tantos outros casos de surgimento e fortalecimento de empresas de todos os tipos. Todas com foco prioritário na comodidade e segurança do cliente. E no seu negócio, onde está a próxima oportunidade de inovação? Na hora de tirar o plano do papel, lembre-se que a segurança da informação é um importante aliado e habilita seu negócio considerando também a conveniência do uso e a experiência proporcionada.

Ainda dá tempo de se fortalecer e consolidar o negócio na transformação digital. A jornada precisa ser acelerada, mas sempre longe do risco cibernético e colada aos objetivos do negócio.

*Rafael Sampaio, country manager da Etek NovaRed

Tudo o que sabemos sobre:

Artigo

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.