STJ vê ‘risco permanente’ e restabelece medidas protetivas para evitar convívio entre mulher ameaçada e ex

STJ vê ‘risco permanente’ e restabelece medidas protetivas para evitar convívio entre mulher ameaçada e ex

Presidente da corte, ministro Humberto Martins, acolheu recurso da defesa que questionava decisão do Tribunal de Justiça do Paraná que concedeu uma liminar em habeas corpus ao ex-marido e revogou as protetivas 

Redação

07 de janeiro de 2021 | 12h28

Violência contra a mulher. Foto: Pixabay / ninocare

O presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Humberto Martins, decidiu restabelecer as medidas protetivas concedidas pelo 3º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Curitiba a uma mulher vítima de ameaças do ex-marido, visando evitar o convívio do ex-casal.

No caso, o Tribunal de Justiça do Paraná concedeu uma liminar em habeas corpus ao homem, revogando todas as medidas protetivas antes concedidas à mulher. A defesa recorreu ao STJ requerendo o restabelecimento das ordens, diante do risco de morte da vítima.

As informações foram divulgadas pelo STJ.

Ao receber o habeas corpus como tutela provisória, Humberto Martins destacou que considerou a relevância da matéria e o fato de que o risco, neste caso, é permanente.

“Entendo que os requisitos para a concessão da tutela de urgência estão presentes, uma vez que a manutenção de convívio e coabitação entre a requerente e seu ex-marido, potencial ofensor, evidenciam sérios riscos de que o conflito possa ser acirrado. Sabe-se que essas são exatamente as circunstâncias que a Lei Maria da Penha visa coibir com a previsão das medidas protetivas ali elencadas”, afirmou o ministro.

Além de determinar que o processo tramite em segredo de justiça – considerando a sua natureza –, o presidente do STJ encaminhou ofício ao juízo de primeiro grau e ao presidente do TJPR para o imediato cumprimento da decisão.
O mérito do habeas corpus será julgado pela Sexta Turma do STJ. O relator é o ministro Rogerio Schietti Cruz.

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