STJ prorroga prisão de Pastor Everaldo por mais cinco dias

STJ prorroga prisão de Pastor Everaldo por mais cinco dias

Presidente nacional do PSC foi preso temporariamente na última sexta, mesmo dia em que o governador Wilson Witzel foi afastado do cargo

Caio Sartori/RIO e Pepita Ortega/SÃO PAULO

02 de setembro de 2020 | 10h52

Pastor Everaldo foi preso nesta sexta-feira, 28 Foto: Alexandre Blum/Estadão

O ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça, prorrogou por mais cinco dias a prisão do Pastor Everaldo, presidente do PSC. Ele é apontado pela Procuradoria-Geral da República como um dos líderes dos três grupos instalados no governo fluminense para desvio de recursos e contratações irregulares. Influente na política local, o pastor foi preso na última sexta-feira, no âmbito da mesma operação que afastou Wilson Witzel do Palácio Guanabara.

Everaldo foi o único dos 11 alvos de prisão temporária a ter a medida prorrogada, a pedido da Procuradoria-Geral da República. Em nota, ele disse desconhecer os motivos da ampliação do tempo na cadeia, porque não teve acesso à decisão. “Ele reitera que sua prisão é desnecessária, uma vez que sempre esteve à disposição de todas as autoridades. Pastor Everaldo reafirma sua confiança na Justiça e sua fé em Deus”, afirmou a assessoria do ex-candidato à Presidência da República.

O PSC, por sua vez, disse que considera desnecessária a manutenção da prisão, já que o pastor estaria se colocando à disposição da Justiça. “O PSC reitera sua confiança na Justiça, entretanto a criminalização dos políticos enfraquece a democracia”, aponta o partido.

O STJ decide hoje, em plenário, se mantém o afastamento de Witzel, que foi uma decisão monocrática de Benedito. A tendência é de que mantenha. Paralelamente, a defesa do governador entrou com ação no Supremo Tribunal Federal para questionar a medida. Esse pedido está nas mãos do presidente da Corte, ministro Dias Toffoli.

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