STJ nega habeas a Lidiane, a prefeita foragida

STJ nega habeas a Lidiane, a prefeita foragida

Sob suspeita de fraudes e desvios de recursos da merenda escolar, Lidiane Rocha (PP), de Bom Jardim, Maranhão, está foragida há uma semana

Redação

27 de agosto de 2015 | 11h29

Lidiane está foragida. Foto: Reprodução

Lidiane está foragida. Foto: Reprodução

Por Julia Affonso e Fausto Macedo

O Superior Tribunal de Justiça negou na noite desta quarta-feira, 26, pedido de liminar em habeas corpus para Lidiane Leite da Silva (sem partido-MA), a Lidiane Rocha, prefeita foragida de Bom Jardim, no interior do Maranhão. Ela é suspeita de fraudes em licitação e desvio em recursos de merenda escolar e está sendo procurada pela Polícia Federal. Lidiane está foragida desde a última quinta-feira, 20.

Por volta das 11h desta quinta-feira, 27, a advogada Illana Sousa dos Praseres, que defende a prefeita, informou que estava reunida com a família de Lidiane. A criminalista não quis dar detalhes do encontro.

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Prefeita foragida cortou salário dos professores

Vaidosa, 25 anos, Lidiane exibe nas redes sociais imagens de uma vida de alto padrão para uma cidade de 40 mil habitantes à beira da miséria, com um dos menores IDHs do Brasil.

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Carros de luxo, festas e preocupação com a beleza, o que inclui até cirurgia plástica, marcam o dia a dia da moça que, conforme seu registro na Justiça eleitoral, candidatou-se pela coligação ‘A esperança do povo’, com ensino fundamental completo e ocupação declarada ‘estudante, bolsista, estagiário e assemelhados’.

Lidiane Rocha ostenta luxos em redes sociais. Foto: Reprodução

Lidiane Rocha ostenta luxos em redes sociais. Foto: Reprodução

Lidiane já é ré em três ações por improbidade. Uma delas trata do corte do holerite dos professores e pede a condenação da prefeita ao ressarcimento integral do dano causado, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por cinco anos, pagamento de multa de até 100 vezes o valor da remuneração recebida no cargo de chefe do executiuvo de Bom Jardim, além da proibição de receber qualquer tipo de benefício ou incentivo do Poder Público, mesmo que por meio de empresa da qual seja sócia majoritária, pelo prazo de três anos.

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