STJ manda investigar vazamento de operação que pegou Witzel

STJ manda investigar vazamento de operação que pegou Witzel

Ministro Benedito Gonçalves solicitou ao Ministério Público Federal que apure se houve compartilhamento indevido de informações sobre ação da PF que mirou o governador do Rio e sua mulher

Rayssa Motta

27 de maio de 2020 | 09h59

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. Foto: Wilton Júnior / Estadão

O ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), solicitou ao Ministério Público Federal, na manhã desta quarta-feira, 27, a apuração sobre o suposto vazamento de diligências de busca e apreensão realizadas ontem no Rio de Janeiro em ação que tem entre seus investigados o governador do estado, Wilson Witzel.

​Segundo o ministro, caso seja confirmado o vazamento, será necessário ‘responsabilizar penalmente o autor da conduta ilícita, como forma de não prejudicar a integridade das instituições’.

A Operação Placebo, que incluiu busca e apreensão em endereços ligados ao governo fluminense, como o Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador Wilson Witzel, o Palácio da Guanabara, sede do Executivo do Rio e ainda na casa em que o mandatário do Rio morava antes de assumir o governo, tem origem em investigação que apura desvios de recursos para atender emergência da covid-19 no estado e foi comemorada no Palácio do Planalto como um “troco” ao adversário político do presidente.

Como mostrou o BR Político, a deputada federal bolsonarista Carla Zambelli (PSL-SP), em entrevista à Rádio Gaúcha, indicou, na véspera, que a PF estava prestes a deflagrar operações para investigar irregularidades cometidas por governadores durante a pandemia. “A gente já teve algumas operações da Polícia Federal que estavam ali, na agulha, para sair, mas não saíam. E a gente deve ter, nos próximos meses, o que a gente vai chamar, talvez, de ‘Covidão’ ou de… não sei qual vai ser o nome que eles vão dar… mas já tem alguns governadores sendo investigados pela Polícia Federal”, disse a parlamentar.

Witzel classificou a operação como um ato de perseguição política do presidente Jair Bolsonaro por meio da Polícia Federal.

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