STF troca chefia de segurança e anuncia edital para compra de novos equipamentos de raio-X

STF troca chefia de segurança e anuncia edital para compra de novos equipamentos de raio-X

Movimentos na segurança interna do tribunal ocorrem em meio ao recrudescimento das manifestações contra o Supremo na Praça dos Três Poderes e à repercussão das bombásticas declarações do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot

Rafael Moraes Moura/BRASÍLIA

01 de outubro de 2019 | 22h34

Segurancas do STF trabalhando no Raio X e controle de entrada de pessoas na portaria do anexo 2 B do STF. Foto: Dida Sampaio / Estadão

BRASÍLIA – O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu trocar a chefia da área de segurança e lançou um edital de R$ 664,8 mil para a compra de equipamentos de raio-X e detector de metais portáteis. Os movimentos na segurança interna do tribunal ocorrem em meio ao recrudescimento das manifestações contra o Supremo na Praça dos Três Poderes e à repercussão das bombásticas declarações do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. Em entrevista ao Estado, Janot afirmou ter planejado assassinar a tiros o ministro Gilmar Mendes dentro do próprio STF.

A troca na chefia da segurança do tribunal – responsável por proteger tanto os ministros quanto a sede do STF e dos dois edifícios anexos – era esperada havia meses. A gestão do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, escolheu o delegado Paulo Gustavo Maiurino, ex-secretário dos governos Geraldo Alckmin e Wilson Witzel, conforme antecipou a Coluna do Estadão.

No mês passado, antes das declarações de Janot virem à tona, o Supremo decidiu abrir uma licitação de R$ 664,8 mil para a compra de equipamentos de raio-X e detector de metais portáteis. Segundo o Estado/Broadcast Político apurou, integrantes da Corte vêm discutindo reservadamente se as autoridades que ingressam no tribunal por uma entrada restrita no salão branco também deverão passar por raio-X.

Segurancas do STF trabalhando no Raio X e controle de entrada de pessoas na portaria do anexo 2 B do STF. Foto: Dida Sampaio / Estadão

O Supremo proíbe a entrada de pessoas portando qualquer tipo de arma, mas autoridades que ingressam nas instalações do tribunal – como parlamentares, governadores e procuradores-gerais da República – não passam por detectores de metais, já que utilizam um acesso restrito, diferente daquele usado pelo público comum.

Uma instrução normativa do tribunal, de 2013, estabelece que é proibida a entrada de “pessoas portando qualquer tipo de arma”, exceto inspetores, agentes de segurança do próprio tribunal, policiais civis, militares, federais e rodoviários federais, os servidores da área de segurança do Poder Judiciário, das polícias da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e da Câmara Legislativa e os militares das forças armadas em atividade de serviço no interior do tribuna

Procurado pela reportagem, o tribunal informou que não poderia comentar a compra porque a licitação “faz parte da estratégia de segurança”.

No ano passado, para aumentar a segurança dos magistrados, o STF acertou a compra de 14 carros blindados por R$ 2,8 milhões.

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