Somos filhos da Vitória!

Somos filhos da Vitória!

Mateus Coutinho

10 Dezembro 2013 | 12h07

O dia 29 de novembro de 2012 foi o marco em que a chapa, por mim encabeçada, composta de extraordinários companheiros, disputou ética e democraticamente a eleição ao comando da Seccional Paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, na qual obtivemos cerca de 32.000 votos, o que correspondeu à quinta maior votação da história daquela entidade.

Após o certame, com mais de 20% da Advocacia Paulista em nosso favor, me recolhi para retomar as forças em razão dos esforços e recursos empregados, assim como e principalmente, refletir sobre a experiência vivida.

Hoje, passado esse ano de reflexão, sinto-me enriquecido e realizado pelo apoio e carinho recebidos de cada uma das Advogadas e Advogados em todo o Estado de São Paulo, que respaldaram, pelo voto direto, nossas propostas.

Tenho condições, com total serenidade, absolutamente consciente após todos os fatos analisados, de me manifestar refletidamente, do fundo da alma, para, em primeiríssima ordem, agradecer a toda Advocacia.

Meu coração dita a presente, especialmente, para dizer esse muito obrigado à Advocacia Paulista e, assim, consignar meu juramento solene de valorizá-la com o reconhecimento de minha aliança inquebrantável com cada Advogada e Advogado.

Entretanto, a missão já iniciada de resgatar a Advocacia e reconciliá-la com o seu tradicional prestígio, restabelecendo em prol de cada Advogada e Advogado, a dignidade profissional, o respeito e a admiração por parte do povo, deve ser completada.

A Advocacia é um dom. Uma paixão. Os Advogados são, realmente, pessoas especiais, porque dedicam a vida ao próximo. Nossa vitória é a vitória de quem defendemos. Nossa derrota é a derrota de quem defendemos. Vivemos em prol do outro, na verdade, da população.

Justamente por isso é que a nossa profissão é tão digna e deve ser protegida em suas prerrogativas.

Defender a Advocacia é defender o Estado Democrático de Direito e, mormente, o povo brasileiro, com particular atenção às liberdades, às igualdades, às nossas famílias, às nossas crianças e aos vulneráveis.

É legítima a busca da felicidade e a expectativa de realização e sucesso profissional de cada Advogada e Advogado.

Imprescindível, portanto, assegurar à Advocacia o mercado de trabalho e a remuneração adequada, em qualquer situação, máxime aos colegas que participam da defesa dos vulneráveis, mediante o convênio de assistência judiciária, pois cada pessoa do povo, seja qual for sua classe social, há de ser representada por uma Advogada ou um Advogado, com dignidade.

Todos os Advogados devem ter condições laborais providas pela Ordem dos Advogados do Brasil, que, inclusive, há de garantir as férias profissionais, como também licença maternidade e paternidade, bem como e independentemente disso, reduzir o valor das anuidades.

Os Advogados têm que ser garantidos na sua saúde e de sua família, motivo bastante a justificar o Hospital do Advogado.

Também, os Advogados idosos ou que se tornarem incapacitados ao longo da carreira, guerreiros que são das lides jurídicas, hão de receber a justa aposentadoria para lhes assegurar o merecido descanso. O “IPESP” há de reconhecer nossos legítimos direitos.

Cabe à Ordem dos Advogados do Brasil representar todas as Advogadas e os Advogados na concretização dessas propostas; e, para tanto, exigir, a título de fonte de custeio, nosso direito natural, auto evidente, ao repasse das custas judiciais.

Logo, enquanto essa pauta mínima não for concretizada, em respeito aos milhares de votos recebidos e a toda Advocacia; eu, Ricardo Sayeg, filho da Vitória, sob a proteção de Cristo, vou cumprir meu dever de lutar para realizá-la; e, por isso, disputar a Presidência da Seccional Paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, com esse compromisso, empenhando minha alma e dignidade, meus bens mais sagrados.

Somos filhos da Vitória! Que Deus nos abençoe!

Ricardo Sayeg. Advogado. Professor Livre Docente da PUCSP. Titular da Cadeira 32 da Academia Paulista de Direito. Presidente da Comissão de Direitos Humanos do IASP.

 

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