Sob investigação, Duque se reuniu com acionista da Camargo Corrêa

Revelação foi feita pelo vice-presidente da empreiteira, Eduardo Leite, em delação premiada em que apontou pedido de mais de R$ 10 milhões para o PT feito por tesoureiro do partido

Redação

18 de março de 2015 | 05h15

Por Julia Affonso, Fausto Macedo e  Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba 

O ex-diretor de Serviços da Petrobrás, Renato Duque, reuniu-se com um acionista da empreiteira Camargo Corrêa depois que deixou o cargo na estatal. A revelação foi feita em delação premiada pelo vice-presidente da empresa, Eduardo Leite, preso pela Operação Juízo Final, etapa da Operação Lava Jato deflagrada em novembro de 2014.

Duque também está preso na Custódia da Polícia Federal em Curitiba. Ele foi capturado na Operação ‘Que País é esse?’ nesta segunda feira, 16. Os investigadores descobriram que ele transferiu pelo menos 20,56 milhões de euros da Suíça para instituições financeiras no Principado de Mônaco.

Os depoimentos do vice presidente da Camargo Corrêa foram realizados em fevereiro e início de março na Polícia Federal no Paraná. Em troca de prisão domiciliar, Eduardo Leite decidiu fazer delação premiada.

Eduardo Hermelino Leite, da Camargo Corrêa. Foto: Reprodução/Polícia Federal

Eduardo Hermelino Leite, da Camargo Corrêa. Foto: Reprodução/Polícia Federal

Ele disse que na reunião com o acionista da empreiteira, Renato Duque foi consultado sobre como ele “enxergava a participação da Camargo Corrêa no mercado de óleo e gás”.

No encontro, realizado na residência do acionista da empreiteira, foi perguntado a  Duque se ele “tinha conselhos a dar à Camargo”, segundo o relato do vice presidente da construtora.

Nesse mesmo depoimento, Eduardo Leite confirmou encontro com o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e que este lhe pediu “mais de R$ 10 milhões” em forma de doação eleitoral.

 

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