Sob chuva e 16 graus, centenas se manifestam a favor de Moro em Porto Alegre

Sob chuva e 16 graus, centenas se manifestam a favor de Moro em Porto Alegre

Atos ocupam Avenida Goethe, em frente ao Parcão, na capital gaúcha

Luciano Nagel/PORTO ALEGRE

30 de junho de 2019 | 17h15

Foto: Luciano Nagel

PORTO ALEGRE – Mesmo sob uma chuva intensa e temperatura de 16 graus, centenas de manifestantes ocuparam a Avenida Goethe, em frente ao Parcão, em Porto Alegre. Os protestos organizados em defesa da Lava Jato e ao ministro Sergio Moro começaram por volta das 15h deste domingo, 30. Os atos ocorrem também em outras capitais brasileiras e cidades do interior.

Leandra Picolli, de 35 anos, trabalha como designer na capital gaúcha. Na avaliação dela, a Lava Jato tem sido um sucesso. “Nunca no Brasil houve tantos corruptos presos. Acho que as pessoas têm de ver isso e não se deixar cair nesse tipo de sensacionalismo, como no caso do Intercept que está querendo deixar o povo mais confuso, atrapalhado, principalmente as pessoas mais humildes que se deixam levar por qualquer informação’’, disse, usando uma máscara com o rosto do ministro Sergio Moro.

Em entrevista ao Estado, o deputado federal Marcel Van Hattemna (Novo) ressaltou que “a credibilidade do Intercept foi prejudicada severamente pelas últimas publicações. Principalmente as que revelaram edições grotescas do material que supostamente teria sido entregue por uma fonte, mas foi óbvio que foi obra de hacker ou forjado. Quem esta perdendo com a credibilidade é o próprio Intercept”, disse o parlamentar gaúcho em manifesto realizado na tarde deste domingo, 30, no Parcão, em Porto Alegre, em apoio à Lava Jato e ao ministro Sérgio Moro.

“O teor das mensagens trocadas até agora pelo ministro Mouro e procuradores são mensagens que tem sido claramente editadas pelo jornalista, que é claramente militante de esquerda e contra a Lava Jato. O teor até aqui apresentado não demonstra a imparcialidade do juiz. A Lava Jato tem sido um sucesso e não tem perseguição em partido político. A Lava Jato atingiu vários partidos políticos”, avaliou o também jornalista.

O empresário Rogério Chequer, fundador do Vem Pra Rua, um dos movimentos mais ativos nos protestos de rua do período que precedeu a queda da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), está na cidade de Novo Hamburgo, na região do Vale dos Sinos, acompanhando os protestos. “O povo está se reunindo para defender as mudanças do Brasil. Estamos pedindo para o Congresso apoiar a nova Previdência, o pacote anticrime e defender a Lava Jato, que é uma operação que está transformando o Brasil e é através dela que estamos se livrando da corrupção e colocando quem nunca imaginamos estar na cadeia”, comentou em um vídeo nas redes sociais. A concentração dos manifestantes ocorre na tarde deste domingo, 30, na praça Punta del Leste, no centro de Novo Hamburgo.

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