‘Só sairemos dessa crise com eleições presidenciais ainda este ano’, sugere Joaquim Barbosa

‘Só sairemos dessa crise com eleições presidenciais ainda este ano’, sugere Joaquim Barbosa

No Twitter, ex-presidente do Supremo diz que 'para que isso ocorresse, dois ilustres brasileiros teriam que renunciar aos seus interesses pessoais e pensar no país: D Roussef e M Temer'

Julia Affonso e Fausto Macedo

06 de junho de 2016 | 11h44

Joaquim Barbosa. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Joaquim Barbosa. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa afirmou em seu Twitter que ‘só sairemos dessa crise com eleições presidenciais ainda este ano’. O ex-ministro fez as afirmações em duas mensagens postadas em sua rede social na manhã de sábado, 4.

Joaquim Barbosa citou em suas mensagens a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne 34 das mais importantes economias mundiais. E mandou um recado direto para a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) e o presidente em exercício Michel Temer (PMDB).

“OCDE diz o que eu venho dizendo em palestras: só sairemos dessa crise com eleições presidenciais ainda este ano. Disse-o em 22/4 e 12/5”, declarou o ex-ministro. “Para que isso ocorresse, dois ilustres brasileiros teriam que renunciar aos seus interesses pessoais e pensar no país: D Roussef e M Temer.”

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Dilma caiu no dia 12 de maio, por decisão do Senado. Ela vai ficar afastada 180 dias, período em que será conduzido o processo de impeachment por crime de responsabilidade atribuído à petista.

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O governo interino de Michel Temer vem sendo alvo de frequentes críticas. Nesta segunda-feira, 6, o jornal americano The New York Times questionou em editorial o compromisso do peemedebista de acabar com a corrupção e pede medidas concretas do novo governo e sua equipe para combater as irregularidades. Uma destas medidas é extinguir a imunidade de parlamentares e de ministros, descrita no texto como “injustificável”.

The New York Times começa o artigo, que recebeu o título “A medalha de ouro do Brasil para a corrupção”, criticando o ministério de Temer, formado apenas por homens brancos e faz referência à ficha suja de alguns deles, mencionando que sete são investigados pela Operação Lava Jato. O avanço das investigações já levou à queda de dois ministros, Romero Jucá, do Planejamento, e Fabiano Silveira, da Transparência, em apenas poucos dias de governo, ressalta o texto.

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