‘Só mudaremos sistema de urna eletrônica para dispositivo pessoal se houver segurança’, garante Barroso

‘Só mudaremos sistema de urna eletrônica para dispositivo pessoal se houver segurança’, garante Barroso

Gregory Prudenciano e Gustavo Porto

15 de novembro de 2020 | 16h40

O presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso. Foto: Justiça Eleitoral

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, disse neste domingo de eleições municipais que uma eventual mudança no sistema eleitoral brasileiro que permita votação por celular ocorreria de forma gradual e com testagem. “Só vamos mudar do sistema de urnas eletrônicas para o sistema digital no dispositivo digital se e quando houver segurança absoluta”, garantiu Barroso.

Pouco antes, o presidente do TSE já havia mencionado a possibilidade da votação por celular ser adotada já em 2022, quando haverá eleições para os governos estaduais, assembleias legislativas dos Estados, Congresso Nacional, e Presidência da República. Para Barroso, o mundo atual é “o mundo em que se fazem transações de milhões de dólares de país para outro usando o celular”, de forma que é possível pensar em votar pelo aparelho, mas “é preciso que seja auditável”.

Questionado sobre instabilidades no aplicativo e-Título, Barroso explicou que a “função principal” da aplicação é identificar o eleitor na hora do voto, e que isso “funcionou bem”. Os problemas aconteceram nas tentativas de justificar votos e nas consultas aos locais de votação, afirmou o ministro, para quem a “parte que trouxe instabilidade foi uma inovação”.

Barroso esclareceu que “o e-Título é importante, mas não é a atividade-fim do TSE. A atividade-fim do TSE é você ter uma votação idônea e uma apuração idônea”.

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