Sistema de identificação de foragidos ajuda PF a prender nigeriano em Cumbica

Foi a primeira prisão no País com emprego do sofisticado API (Advanced Passenger Information), alimentado pelas empresas

Fausto Macedo

05 de agosto de 2014 | 05h00

Fausto Macedo

Com o uso de sofisticado equipamento destinado à recepção de listas de passageiros de voos internacionais, a Polícia Federal prendeu um nigeriano no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, sob acusação de crimes financeiros – lavagem de dinheiro e ocultação de bens.
A prisão ocorreu na madrugada 31 de julho. Desde janeiro de 2013 o nigeriano era procurado, após a PF incluir seu nome no canal Difusão Vermelha da Interpol (Polícia Internacional).

Foi a primeira prisão no País realizada com o auxílio simultâneo dos Sistemas API e I-24/7 para a recepção de listas de passageiros de voos internacionais e o cruzamento automático das informações fornecidas pelo equipamento com a base de dados da Interpol.

Segundo a PF, foi possível verificar que o nigeriano havia embarcado em Buenos Aires, com destino à África do Sul e com escala no Brasil.

A partir do alerta gerado pelo sistema e pelos cruzamentos dos dados dos sistemas empregados, a PF foi acionada, levando à identificação e prisão do foragido.

A PF informou que, depois de preso em Cumbica, o nigeriano foi apresentado à Justiça. A organização informou que os sistemas API – Advanced Passenger Information (informação antecipada sobre passageiros) – é alimentado automaticamente pelas companhias aéreas no ato da reserva ou aquisição de passagens aéreas.

Gerenciado pela IATA – International Air Transport Association (Associação de Transporte Aéreo Internacional) –, entidade máxima do transporte aéreo comercial, o API é disponibilizado às instituições policiais em todo o mundo visando a cooperação para segurança dos voos internacionais.

A PF destacou que com o cruzamento das informações disponibilizadas pelo API e o Sistema I-24/7, mantido pela Interpol e acessado por todos os 190 países membros, o Brasil ingressa no seleto grupo de países que processam essas informações.

A meta, observa a PF, é não só garantir a segurança dos voos, “mas também a prisão de foragidos internacionais, localização de pessoas desaparecidas, e outras possibilidades”.