Síndrome de Burnout: medidas ativas para evitá-la

Síndrome de Burnout: medidas ativas para evitá-la

Dani Verdugo*

24 de dezembro de 2020 | 06h00

Dani Verdugo. Foto: Divulgação

Esgotamento. Talvez esta seja a palavra que melhor define a Síndrome que atinge as pessoas física e mentalmente, e que está intimamente ligada à vida profissional. Em tradução literal, burnout é um “incêndio interno”.

Síndrome de Burnout é uma das doenças que acomete os profissionais e empreendedores que que trabalham em busca do sucesso, e tendem a ignorar o fato de trabalharem muito, com jornadas de longas horas, assumindo cargas de trabalho e responsabilidades excessivamente pesadas, e exercendo uma enorme pressão sobre si.

Dados do International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR) apontam que 72% da população economicamente ativa do país possuíam altos níveis de estresse já em 2019. Desses, 32% desenvolveram Burnout, com sintomas físicos e psíquicos. Em 2020 com a pandemia, o trabalho remoto, o anywhere office e todas as inseguranças com relação ao futuro, a pressão aumentou consideravelmente, e com isto, a fragilidade da saúde mental.

E apesar do final de ano ser época de festas, e neste ano o término de um ano extremamente desafiador, as pessoas tendem a ficar mais estressadas e ansiosas. Neste contexto, é importante que as empresas apoiem seus colaboradores nesta reta final, preparando o ambiente de um novo período.

Para garantir acolhimento aos profissionais nos últimos dias do ano, e preparar um 2021 mais leve as empresas devem colocar em prática ações simples e muito objetivas, que priorizam a saúde mental dos profissionais.

Atenção dos líderes: o papel dos líderes é muito importante e relevante, e, uma aproximação genuína oferecendo perspectivas de superação nos próximos meses, encoraja as equipes; 

Reforço da comunidade no trabalho: o sentimento de pertencimento acolhe angústias e as inseguranças. Sendo assim, mesmo trabalhando remotamente, as empresas devem reforçar os propósitos em comum a todos os integrantes das equipes, e a importância do trabalho em grupo nos resultados alcançados ao longo do ano, bem como a ainda maior importância deste para os desafios do ano que se aproxima;

Reconhecimento individual: falar sobre as conquistas e características individuais que são importantes e reforçar como farão a diferença no próximo ano;

Promoção do autocuidado: encorajar as pessoas a cuidarem de seu bem estar e saúde é um passo muito importante, que quando dado pelo empregador, pode encorajar a busca pela mudança de estado, e consequentemente tratamento e cura. Muitas vezes o profissional nem entende bem o que está acontecendo, mas se buscar ajuda profissional, pode receber o diagnóstico correto e tratamento; 

Diretrizes claras e otimismo consciente: fazer um balanço geral do ano, e deixar claro o caminho que a organização seguirá no próximo, fará com que as pessoas reduzam um pouco a ansiedade e até mesmo inseguranças sobre o próximo ciclo.

A forma como se comunica, dá clareza, perspectivas e esperança para um ano diferente.

*Dani Verdugo, empresária e headhunter, atua com Executive Search na THE Consulting

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