‘Seria um vexame’, diz Lula sobre encontro com a família no quartel

‘Seria um vexame’, diz Lula sobre encontro com a família no quartel

Segundo advogado Manoel Caetano Ferreira, que integra o núcleo de defesa do ex-presidente e o visitou na sede da Polícia Federal em Curitiba, após decisão do ministro Toffoli, petista 'disse claramente' que seria um desrespeito e não se submeteria a reunir-se com parentes em unidade militar

Redação

30 de janeiro de 2019 | 18h58

Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Lalo de Almeida/The New York Times

O advogado Manoel Caetano Ferreira, que compõe a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que o petista considerou ‘um vexame’ a possibilidade de se encontrar com seus parentes ‘em um quartel’ após o velório de seu irmão, Genival Inácio da Silva, o Vavá, falecido nesta terça-feira, 29. O defensor conversou com jornalistas após o enterro de Vavá.

Nesta quarta, 30, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, autorizou o ex-presidente a comparecer ao velório. No entanto, a decisão, por volta das 13h, foi proferida ao mesmo tempo em que o corpo de Vavá era enterrado.

Em decisão, o ministro concedeu ao petista o ‘direito de se encontrar exclusivamente com os seus familiares, na data de hoje, em Unidade Militar na Região, inclusive com a possibilidade do corpo ser levado’ a uma ‘unidade militar, a critério da família’.

O advogado, no entanto, ressalta que a ‘decisão foi inócua, proferida quando o corpo já estava baixando a sepultura, o enterro já estava acontecendo’. “Então, a decisão não tem mesmo como ser cumprida”.

“O ex-presidente não concordaria em se reunir com sua família num quartel, ele disse isso claramente. Seria um vexame, um desrespeito com a família que ele fosse se encontrar com a família, em um momento como esse, em um quartel”, afirmou.

Presídios federais e estaduais expediram, por mês, cerca de 12,8 mil autorizações semelhantes ao pedido feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comparecer ao velório do irmão. Os dados, do Departamento Penitenciário (Depen) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, se referem ao período entre o início de 2014 e junho de 2016, os mais recentes publicados pelo governo. Os relatórios não informam quantos pedidos do tipo são negados.

 

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