Sérgio Cabral e Eike no banco dos réus

Sérgio Cabral e Eike no banco dos réus

Juiz federal Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal no Rio, acolheu denúncia da Procuradoria da República contra ex-governador, sua mulher, o empresário e mais seis alvos da Operação Eficiência

Mateus Coutinho e Fausto Macedo

10 de fevereiro de 2017 | 21h17

Eike Batista nesta quarta-ferai, 8, na Polícia Federal no Rio. FOTO: MARCOS ARCOVERDE/ESTADÃO

Eike Batista nesta quarta-ferai, 8, na Polícia Federal no Rio. FOTO: MARCOS ARCOVERDE/ESTADÃO

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) e o empresário Eike Batista estão juntos no banco dos réus da Operação Eficiência – investigação sobre suposto pagamento de propinas milionárias de Eike para o peemedebista.

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Nesta sexta-feira, 10, o juiz federal Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal Criminal, recebeu denúncia criminal da Procuradoria da República que acusa o peemedebista e o empresário pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

A Procuradoria sustenta que Eike repassou valores ilícios ao ex-governador em pelo menos duas ocasiões – em 2011, pagamento de US$ 16,5 milhões (R$ 51,9 milhões); em 2013, mais R$ 1 milhão.

Também virou ré da Eficiência a mulher de Cabral, a advogada Adriana Ancelmo. Pelo escritório dela teria passado a propina de R$ 1 milhão que Eike pagou ao marido de Adriana. A transação foi disfarçada em contrato fictício de prestação de serviços da banca de Adriana com uma empresa de Eike.
O juiz abriu ação penal contra outros seis investigados, todos supostamente envolvidos na trama – Flávio Godinho, Luiz Arthur Andrade Correia, Wilson Carlos Carvalho, Carlos Emanuel Miranda e os doleiros Renato Hasson Chebar e seu irmão Marcelo Hasson Chebar.

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