‘Sérgio Moro: o homem, o juiz e o Brasil’

‘Sérgio Moro: o homem, o juiz e o Brasil’

Magistrado da Operação Lava Jato, capa de alguns dos principais jornais do mundo, agora vira personagem de livro que será lançado no próximo dia 10 pelo autor, o advogado e professor Luiz Scarpino

Ricardo Brandt, Mateus Coutinho e Fausto Macedo

29 de maio de 2016 | 05h00

capa - sérgio moro

Depois de virar capa de alguns dos principais jornais do mundo, que enalteceram sua atuação e destemor, o-juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, agora virou persongem de livro – ‘Sérgio Moro: o homem, o juiz e o Brasil’ (Grupo Editorial Novo Conceito).

O autor da obra, Luiz Scarpino, advogado e professor, traça um perfil em 208 páginas do magistrado ‘que foi elevado à categoria de herói nacional por grande parte da população ao comandar a maior operação anticorrupção da história do país’.

O livro – selo Novas Ideias, entre R$ 30,30 e R$ 37,90 -, vai ser lançado no dia 10 de junho e conta detalhes da vida de Moro, incluindo passagens da infância em Maringá, no interior do Paraná, até a formação acadêmica. Alguns capítulos são dedicados às duas maiores operações deflagradas por Moro, o caso Banestado (evasão de US$ 30 bilhões nos anos 1990) e a Lava Jato.

O livro mostra a participação de Moro em programas promovidos pelos Estados Unidos sobre lavagem de dinheiro, as inspirações, ‘além das amizades que construiu ao longo dos anos e como veio a se tornar juiz federal’.

“Você perceberá que o juiz Sérgio Moro, durante sua carreira, conduziu outros grandes casos de combate à corrupção no Brasil. Nesse importante momento histórico, você notará que Sérgio Moro é hoje a figura mais representativa em um processo de evolução que virou sinônimo de esperança para o povo, além de se tornar um símbolo que abre a possibilidade de darmos um salto ético e crer que dias melhores estão por vir na nação brasileira”, diz a sinopse de ‘O homem, o juiz e o Brasil’.

O autor se concentra na Lava Jato e transmite ‘informações essenciais para compreensão deste turbulento período do cenário político nacional’. Scarpino faz uma reflexão sobre o que esperar do Brasil pós-Lava Jato, discutindo o legado da espetacular operação.

Um ponto abordado é a inspiração buscada por Moro na Operação Mãos Limpas, investigação anticorrupção que transformou a política da Itália nos anos 1990. Um capítulo traça um paralelo entre a Mãos Limpas e a Lava Jato, detalhando ‘várias semelhanças entre as duas’, como o uso da técnica da delação premiada, o escancaramento da corrupção em grandes partidos, as estratégias de relacionamento com a imprensa e o grande apoio popular a Antonio Di Pietro, promotor que virou símbolo da operação italiana.

“(…) A Mãos Limpas, que completou 24 anos em 2016, tem influenciado diretamente na Operação Lava Jato no Brasil. É a operação modelo, inspiração. Isso porque o juiz Sérgio Moro estudou com profundidade o caso italiano e tem trazido vários pontos para as investigações brasileiras (…)’.

‘(…) Para começar, as duas operações iniciaram suas investigações a partir de um crime pequeno. Conforme os casos foram se desenvolvendo, foram descobertos esquemas muito grandes de corrupção (…)’.

‘(…) A delação premiada ou colaboração premiada, assunto que virou moda no Brasil, foi amplamente utilizada na Mãos Limpas, e agora pela Lava Jato. Moro tem conseguido extrair informações valiosas com a ferramenta bem utilizada por Giovanni Falcone [juiz da Mãos Limpas], na qual os suspeitos eram submetidos à pressão (dentro da lei) de confessar, dizendo-se a eles que os demais envolvidos já haviam confessado — algo conhecido como ‘dilema do prisioneiro’.’

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