Sérgio Moro e o joio do trigo

Sérgio Moro e o joio do trigo

O atual governo sempre foi mais do mesmo, mas, sem dúvida, também representou um desaforo da sociedade para os políticos tradicionais

Cassio Faeddo*

25 de abril de 2020 | 07h15

Cássio Faeddo. Foto: Divulgação

A saída de Sérgio Moro do comando do Ministério da Justiça finaliza aquilo que jamais poderia ter ocorrido, a crença de que o atual governo representaria a moralização do país.

O atual governo sempre foi mais do mesmo, mas, sem dúvida, também representou um desaforo da sociedade para os políticos tradicionais.

Porém, a pressão sobre Moro foi uma ação suicida do governo, representada por um homem que jamais demonstrou apreço real por seu povo, mas somente por sua família e seus interesses.

Jair Bolsonaro e sua família sempre viveram do Estado, e nada representam quanto ao país empreendedor, justo e desenvolvido desejado por seu eleitor.

Sérgio Moro é um homem probo e, salvo melhor juízo, não é pessoa para ser coadjuvante de nenhum plano eleitoral de novos candidatos ao cargo de presidente da República.

Sérgio Moro não é afeito a “jeitinhos”, conluios ou palanque para aventureiros.

O ex-ministro Moro certamente não está à disposição do governante de plantão para cargo no STF, pois pode alcançar um novo patamar de importância para, em 2022, ser lançado ao cargo máximo do Executivo.

Desta forma começaremos o processo real de uma nova política; a saída de Sérgio Moro do governo deve ser encarada com tranquilidade, pois separa o joio do trigo neste momento.

*Cassio Faeddo, advogado. Mestre em Direitos Fundamentais. MBA em Relações Internacionais – FGV-SP

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