Sérgio Cabral e Moro frente a frente em 27 de abril

Sérgio Cabral e Moro frente a frente em 27 de abril

Juiz da Lava Jato marcou interrogatório do ex-governador do Rio e determinou que a PF apresente o peemedebista e outros investigados: ‘inviável videoconferência’

Julia Affonso, Fausto Macedo e Ricardo Brandt

04 de abril de 2017 | 16h17

Sérgio Cabral deixa Curitiba. Foto: Geraldo Bubniak/Agência O Globo

Sérgio Cabral deixa Curitiba. Foto: Geraldo Bubniak/Agência O Globo

O juiz federal Sérgio Moro marcou o interrogatório do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) e da advogada Adriana Ancelmo, ex-primeira dama do Estado, para 27 de abril, às 14hs. Também serão ouvidos no mesmo dia Carlos Miranda, apontado como suposto operador do esquema de corrupção instalado na gestão Cabral, o ex-secretário do Governo fluminense Wilson Carlos e sua mulher Mônica Carvalho.

Cabral está preso desde novembro por ordem de Moro e de seu colega no Rio, o juiz federal Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Criminal Federal. O ex-governador está recolhido no presídio de Bangu 8.

“Requisite-se a apresentação pela Polícia Federal daqueles que se encontram presos ou em prisão domiciliar, Sergio de Oliveira Cabral Santos Filho, Wilson Carlos Cordeiro da Silva Carvalho, Carlos Emanuel de Carvalho Miranda e Adriana de Lourdes Ancelmo. Adianto que pela relevância do ato, que propicia a autodefesa do acusado, e a relativa complexidade do feito, inviável realizá-lo por videoconferência”, ordenou Moro.

O magistrado determinou ainda que a data dos interrogatórios seja comunicada ao ‘ilustre Juiz Federal Marcelo da Costa Bretas, da 7.ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, a fim de evitar coincidência de pauta’.

Carlos Miranda também está preso em Bangu. Wilson Carlos cumpre custódia preventiva no Paraná. Adriana Ancelmo está em prisão domiciliar no apartamento da família Cabral, no Leblon, Rio.

Nesta ação, o ex-governador é réu por propina de pelo menos R$ 2,7 milhões da empreiteira Andrade Gutierrez, entre 2007 e 2011, referente às obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), da Petrobrás. O peemedebista é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Segundo a investigação, o contrato do Comperj tinha o valor original de R$ 819,8 milhões e recebeu cinco aditivos que elevaram o valor para R$ 1,17 bilhão.

A Procuradoria aponta que as propinas teriam sido depois acertadas pelos dirigentes da Andrade Gutierrez com o então governador do Rio e ‘seus associados’.

“No âmbito dos beneficiários, o próprio governador e seus associados Wilson Carlos Cordeiro da Silva Carvalho e Carlos Emanuel de Carvalho Miranda teriam participado dos acertos e da operacionalização do recebimento de valores”, destaca Moro, na decisão em que manda abrir ação penal contra Sérgio Cabral.

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