‘Será q alguém (que todo mundo sabe quem) vai soltar também?’, questiona Janot

‘Será q alguém (que todo mundo sabe quem) vai soltar também?’, questiona Janot

Ao comentar em seu Twitter a notícia da prisão, pela segunda vez, do ex-secretário de Saúde do Rio, Sérgio Côrtes, ex-procurador-geral não citou nome, mas claramente se referiu ao ministro Gilmar Mendes que, em fevereiro, mandou libertar o antigo aliado de Sérgio Cabral

Redação

31 de agosto de 2018 | 19h05

Rodrigo Janot. Foto: Amanda Perobelli/Estadão

O ex-procurador-geral Rodrigo Janot usou de ironia ao retuitar o colega de Ministério Público Federal, o procurador Vladimir Aras, que postou notícia da prisão, pela segunda vez, do ex-secretário da Saúde do Rio (Governo Sérgio Cabral), Sérgio Côrtes – alvo, nesta sexta, 31, da nova fase da Operação Lava Jato no Estado.

“Será q alguém (que todo mundo sabe quem) vai soltar também?”, questionou Janot.

O ex-chefe do Ministério Público Federal não citou nomes em seu Twitter, mas claramente se referia ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo, que, em fevereiro, mandou soltar Côrtes, que havia sido capturado uma primeira vez na Operação Fatura Exposta, desdobramento da Lava Jato, em abril de 2017, sob suspeita de ligação com fraudes em licitações do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO).

Daquela vez, Gilmar soltou Côrtes e impôs ao antigo aliado do ex-governador Sérgio Cabral medidas restritivas, proibindo-o de ‘manter contato com outros investigados, por qualquer meio, de deixar o País’ e obrigou-o a se manter em recolhimento domiciliar à noite e nos fins de semana.

Nesta sexta, 31, Côrtes foi alvo outra vez da Lava Jato no Rio. Por ordem do juiz federal Marcelo Bretas, o ex-secretário foi preso.

A informação foi reproduzida pelo procurador Vladimir Aras em sua conta no Twitter. E Janot retuitou.

A Operação S.O.S., que prendeu Sérgio Côrtes, atingiu ainda os empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita. O objetivo da ação era aprofundar a investigação sobre fraudes ocorridas na Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro, agora com a contratação da Organização Social Pró-Saúde, que administrou vários hospitais do Estado a partir de 2013, como os Getúlio Vargas, Albert Schuartz, Adão Pereira Nunes e Alberto Torres.

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