Senadores da CPI vão ao STF prestar solidariedade a Alexandre e pedir o compartilhamento de informações do inquérito das fake news

Senadores da CPI vão ao STF prestar solidariedade a Alexandre e pedir o compartilhamento de informações do inquérito das fake news

Dez parlamentares estiveram presentes no encontro com o ministro, que irá disponibilizar provas à CPI

Weslley Galzo/BRASÍLIA

24 de agosto de 2021 | 20h12

Omar Aziz (centro), presidente da CPI da Covid; Randolfe Rodrigues, vice (à esq.); e o relator Renan Calheiros. Foto: Agência Senado

Os senadores que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid se reuniram com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira, 24, para manifestar apoio ao magistrado – alvo de pedido de impeachment apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro – e solicitar acesso às provas obtidas pelo relator do inquérito das fake news.

Bolsonaro passou a integrar a lista de investigados da ação que apura a divulgação de notícias falsas nas redes sociais com intuito de atacar ministros do Supremo. Em retaliação a Moraes, ele pediu a sua deposição do cargo. O encontro entre os senadores e o ministro ocorreu na sede do Supremo. Na saída da Corte, o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que o ministro aceitou compartilhar com os senadores as informações do inquérito.

“Tão ou mais importante do que ser membro da CPI da Pandemia, os senadores que integram este grupo comparecerem como membros do Senado Federal para manifestar uma posição da ampla maioria do Senado, de que o dito pedido de impachment que o presidente da República propôs em relação ao ministros Alexandre de Moraes deve imediatamente ser arquivado, por ser totalmente impertinente. O Brasil tem outras prioridades”, disse Randolfe.

O encontro contou ainda com a presença do presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), e do relator, Renan Calheiros (MDB-AL). Outros sete senadores compareceram à reunião. Na sexta-feira, 20, Bolsonaro encaminhou ao gabinete do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), um pedido de impedimento de Moraes sob o argumento de que o ministro teria cometido crime de responsabilidade por “ignorar a Constituição e os compromissos assumidos por ocasião de sua arguição pelo Senado Federal”.

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