Sem usuário, sem tráfico

Sem usuário, sem tráfico

Fernanda Alves*

15 de julho de 2017 | 04h30

Fernanda Alves. FOTO: DIVULGAÇÃO

O que mais vemos nos noticiários são jornalistas falando sobre o tráfico. As pessoas estão fazendo de tudo para tentar acabar com esse ‘câncer’ no mundo, porém há coisas que necessitam de estratégia.
Combater o tráfico no Brasil é praticamente impossível, uma vez que este anda junto com a ‘polícia’ e o ‘governo’. Tudo o que gera muito dinheiro, não deixa de existir, é uma ‘fábrica’.

Devemos pensar primeiramente em quem alimenta esse tráfico, que são os usuários.

Os usuários de drogas ninguém quer combater. Não temos um único meio de comunicação para informar sobre esse tema tão abandonado, não temos clínicas decentes para tamanha demanda.

São mais de 8 milhões de dependentes químicos no Brasil. Seus familiares estão desestruturados. A sociedade trata o dependente químico como bandido, quando o bandido é quem usa a fraqueza desses doentes para ganhar dinheiro, fortunas!

Das duas uma. Ou o governo legaliza as drogas no Brasil, o que eu sou contra, mas combater tráfico somente dessa forma, cada qual que arque com sua saúde, livre arbítrio, assim como é feito com o cigarro e o álcool, paga-se imposto, venda liberada. Ou devemos nos conscientizar de uma vez por todas que se não ajudarmos os usuários, não tem como acabar com o tráfico.

Sem usuário, sem tráfico, essa é a ordem!

*Jornalista, fundadora projeto ‘S.O.S Dependentes Químicos’

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