Seis pré-candidatos se reúnem para discutir sucessão de Janot

Seis pré-candidatos se reúnem para discutir sucessão de Janot

Encontro organizado pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), sob presidência de José Robalinho (foto), teve como objetivo debater calendário para eleição da lista tríplice que será levada ao presidente Michel Temer

Fabio Serapião, de Brasília

10 de fevereiro de 2017 | 19h11

O presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República José Robalinho. Foto: Divulgação

O presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, José Robalinho. Foto: Divulgação

Uma reunião realizada na tarde desta sexta-feira, 10, na Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), definiu o calendário da eleição interna do Ministério Público Federal que resultará na escolha da lista tríplice da qual o presidente Michel Temer vai tirar o próximo procurador-geral da República. Participaram do encontro os pré-candidatos Carlos Frederico dos Santos, Nicolao Dino, Mário Bonsaglia, Raquel Dodge, Sandra Cureau e Ela Wiecko. Todos almejam substituir Rodrigo Janot no cargo máximo do MPF.

Como não há uma normativa fixa para regular a eleição entre os procuradores, a reunião organizada pela ANPR tem como objetivo ouvir sugestões e debater com os pré-candidatos o melhor calendário e as regras básicas da votação. No encontro ficou decidido que o processo eleitoral começa em maio. A expectativa é que na segunda quinzena do mês, por volta do dia 16, seja lançado o edital para abertura das inscrições para os interessados. O prazo para inscrição será de 10 dias.

Com isso, a previsão é que a campanha entre os candidatos ocorra ao longo do mês de junho. Serão 30 dias de campanha. Segundo o procurador José Robalinho Cavalcanti, presidente da ANPR, a ideia inicial é realizar ao menos cinco debates ao longo da campanha para que os candidatos possam expor suas ideias e levar suas propostas a todos os integrantes da instituição.

Sobre a importância da escolha do substituto de Janot, em meio às investigações contra políticos em grandes operações como a Lava Jato, Robalinho aponta que essa questão sempre volta à tona por conta dos importantes processos sob os cuidados da PGR, mas que esses fatores não interferem na escolha. “A escolha da lista tríplice é um avanço institucional para o Brasil e o método é aprovado pelas principais lideranças partidárias”, explica o procurador. Para Robalinho, a ANPR sempre produz uma lista inatacável e com candidatos que honram a carreira do Ministério Público.

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