Segurança no universo da insegurança

Segurança no universo da insegurança

Flavio Goldberg e Valmor Racorti*

12 de março de 2021 | 09h30

Flavio Goldberg e tenente-coronel Valmor Racorti. FOTOS: ARQUIVO PESSOAL

Viver é perigoso, cada um a seu modo e estilo Guimarães Rosa e Fernando Pessoa, nos advertem com graça sabedoria e profunda razão.

Os 51 anos do COE (Comandos e Operações Especiais) comemorado nos convidam a emprestar especial significado no momento histórico no memento que estamos passando, no Brasil e no Mundo, no papel deste significante na Policia Militar de São Paulo por sua tradição, propósitos e envergadura.

Tropa qualificada se dedica ao mister de operações a onde a coragem, a inteligência científica se somam ao espírito individual de profundo engajamento pela segurança em clima insegurança, ameaça, perigo, em que dor, sofrimento, morte pairam na convergência que não admite hesitação.

Mergulhar em rios e mares nas condições mais adversas, fazer a busca e resgate de pessoas perdidas em matas, se embrenhando por verdadeiras armadilhas de natureza selvagem, salvar sobreviventes de aeronaves acidentadas em terrenos de quase impossível acesso que precisa se tornar possível.

São algumas das tarefas que, diuturnamente, desafiam o esforço de homens e mulheres dedicados a nobre missão de salvar vidas.

Desde 1970 o COE, tropa do 4° Batalhão de Choque da Policia Militar atua, com firmeza exemplar no combate ao narcotráfico e ao crime organizado.

Cientes da potência destrutiva dos elementos capazes de ameaçar a sociedade, cada vez com instrumentos mais aperfeiçoados de violência, brutalidade, efeito corrosivo no país, os componentes do COE merecem a gratidão e o louvor da comunidade, mormente, pelo caráter distinto da preservação da vida.

Este papel vai crescer diante da multiplicidade expansão do incerto, insólito, na vida das aglomerações verticais e acampamentos horizontais da concentração urbana, em São Paulo, no Brasil e no mundo.

Para tanto a poética e a Utópica exigem a pragmática da ação concreta.

Em todo mundo a tendência dos sistemas articulados de segurança vão caminhar na direção de organizações altamente flexíveis na competência de rastreamento do terreno.

Isto implica na multifacetada aplicação de operações concatenadas e ao mesmo tempo com grau de autonomia amplo nas condições de intervenção.

Da geopolítica e aí lembramos as lições do general Mario Travassos até o nosso clássico Euclides da Cunha.

Realmente, a natureza, a gente brasileira e nossa cultura mapeiam uma conduta modelar de polícia, no dever e direitos da cidadania.

*Flavio Goldberg, advogado e mestre em Direito

*Tenente-coronel Valmor Racorti, comandante do Batalhão de Operações Especiais de São Paulo

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