Secretário de Gestão da Prefeitura de SP foi preso na Custo Brasil

Secretário de Gestão da Prefeitura de SP foi preso na Custo Brasil

Valter Correia, nomeado em 2015 pelo prefeito Fernando Haddad (PT), trabalhava no Ministério do Planejamento e teria colaborada, segundo delator, com a renovação do acordo que rendeu contrato para a Consist; empresa teria repassado R$ 100 milhões entre 2010 e 2015

Ricardo Brandt, Julia Affonso, Fausto Macedo e Mateus Coutinho

23 de junho de 2016 | 12h24

Jpeg

O secretário de Gestão da Prefeitura de São Paulo, Valter Correia da Silva, foi um dos presos na Operação Custo Brasil, nesta quinta-feira, 23, que apura desvios de mais de R$ 100 milhões em propinas, entre 2010 e 2015, de contrato no Ministério do Planejamento. O alvo central da operação é o ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento e Comunicações) nos governos Lula e Dilma Rousseff.

Correia é apontado como um dos beneficiários da propina desviada do contrato da empresa Consist Software, no Ministério do Planejamento, entre 2010 e 2015, para serviços do sistema de empréstimos consignados dos servidores federais. O esquema foi descoberta pela força-tarefa da Operação Lava Jato, que em agosto de 2015 prendeu o ex-vereador do PT Alexandre Romano, alvo da 18ª fase (Pixuleco II).

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O alvo é ex-chefe da Assessoria Especial para Modernização da Gastão do Ministério do Planejamento. Em março de 2015, ele foi nomeado pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), para o cargo de secretário de Gestão municipal. Seu nome foi citado pelo delator do caso, Alexandre Romano, conhecido como Chambinho.

“A entrada da empresa JD2 ocorreu porque Valter Correia (Secretário-executivo-adjunto do Ministério do Planejamento) colaborou com a renovação do Acordo de Cooperação do qual a Consist era beneficiária. João Vaccari disse que isso era possível”, afirmou Chambinho, no anexo de sua delação sobre o esquema. “”A JD2 iria receber 50% do valor de 1/3 que era dedicado ao Ministério do Planejamento Paulo Bernardo.”

Segundo o delator, um dos sócios da JD2, Dércio Guedes de Souza (preso nesta quinta), afirmou que o valor recebido pela empresa seria divido “entre Valter Correia, Carlos Eduardo Gabas e Josemir”.

 

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