‘Se passasse muito, tinha reclamação’; assista ao delator de Pezão

‘Se passasse muito, tinha reclamação’; assista ao delator de Pezão

Sérgio de Castro Oliveira, vulgo Serjão, revela rotina de propinas ao ex-governador do Rio, alvo da Operação Boca de Lobo

Caio Sartori/RIO

15 de janeiro de 2020 | 18h16

“Se passasse muito, tinha reclamação”, afirmou Sérgio de Castro Oliveira, vulgo Serjão, delator que narrou supostas entregas de propinas ao ex-governador do Rio Luiz Fernando Pezão (MDB). Segundo ele, o emedebista recebia mesadas de até R$ 150 mil quando era secretário no governo de Sérgio Cabral.

Operador de Cabral, Serjão prestou depoimento na 7a Vara Federal Criminal do Rio, ao juiz Marcelo Bretas. O interrogatório se deu no âmbito da Operação Boca de Lobo, que prendeu Pezão em novembro de 2018.

Reprodução

“O Pezão ficou com uma sala no Palácio do Guanabara, mas ele ficava numa sala separada, logo depois do salão verde, a primeira sala era dele. Quando eu cheguei pra entregar, ligava para a secretária dele esperando ele estar lá. Eu chegava lá na sala e depois de dois minutos eu entregava e saía. Ele fazia questão de resolver logo isso”, relata.

COM A PALAVRA, O ADVOGADO FLÁVIO MIRZA

Na saída do prédio da Justiça Federal, o advogado de Pezão, Flávio Mirza, afirmou que as acusações não procedem. “Estamos trabalhando para demonstrar a erronia dessas acusações”, disse. O novo interrogatório do ex-governador está marcado para o início de fevereiro. Segundo Mirza, Pezão vai demonstrar ao juiz que as alegações são falsas.

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