Se o ensino está disponível no celular, por que ainda é tratado a distância?

Se o ensino está disponível no celular, por que ainda é tratado a distância?

Gabriel Tatibana*

12 de novembro de 2021 | 03h00

Gabriel Tatibana. FOTO: DIVULGAÇÃO

Ensinar, o ato de transferir conhecimento. Online, que está conectado na internet no exato momento que acessa. Se o ensino é considerado algo fluido entre dois ou mais agentes e a internet aproxima pessoas, por que a educação online é chamada de ensino a distância?

Se pararmos para analisar, o ensino online é mais próximo do que o ensino tradicional. Quando online, o ensino não tem nada de distante e pode, como deve, ser superior ao ensino tradicional por meio de recursos inclusivos e exclusivos, alguns somente disponíveis em um ambiente virtual.

O assunto educação no Brasil é algo delicado. Somente em meados do século passado que o país começou o processo de oferta de educação básica aos seus cidadãos; conquistando o seu pico no fim da década de 1970 e início da década de 1980, onde, pasmem, sofreu pequenas atualizações e melhorias desde então.

Quando o assunto é educação, o brasileiro tem todo um estereótipo formado em sua mente, com o aprendizado somente possível por meio do ensino tradicional, pois foi assim que ele aprendeu, seus pais aprenderam e, em alguns casos, até seus avós.

Do seu ponto de vista, a educação é algo físico, palpável, deve ocorrer em um ambiente extremamente regrado; com cenário, quadro negro, giz e carteiras; atores bem definidos, onde o professor leciona e os alunos absorvem o conhecimento. Quebrar essas barreiras mentais não é uma tarefa fácil, mostrar que outras opções são viáveis é algo complexo.

O ensino online atualmente está no seu momento de maior relevância, essa modalidade vinha de anos de crescimento exponencial, porém com a pandemia de COVID-19 a educação online se tornou algo extremamente importante, afinal, durante meses foi praticamente impossível dar continuidade ao estilo de ensino presencial.

Um fator que poderia ser a oportunidade para muitos conhecerem e desfrutarem dessa modalidade de ensino, não ocorreu da maneira desejada, afinal não era algo esperado e sim uma necessidade momentânea em um momento de extrema dificuldade mundial e que resultou em experiências diversas; com alguns extremamente satisfeitos e outros nem tanto, devido a maneira que algumas instituições conduziram essa transição, sem o cuidado necessário com as necessidades do aluno, sem a proximidade que é exigida em uma relação de aprendizagem.

O online vai além de uma alternativa de ensino. Trata-se da melhor opção possível para oferecer educação de qualidade a qualquer pessoa independentemente de onde ela esteja. Por meio de recursos tecnológicos, é possível  tornar a educação lúdica e divertida, além de ser full time, flexível à disponibilidade do aluno.  É importante que as empresas do setor invistam em metodologias modernas e de fácil percepção. Se navegando em redes sociais as pessoas não se sentem sós, dentro das plataformas de ensino o aluno também precisa se sentir parte de um processo maior, se sentir único e importante. Afinal, se o ensino está disponível em um smartphone, ele está mais próximo do que nunca do aluno, literalmente, na palma da mão.

As relações entre aluno e aprendizado precisam ser encaradas de maneira diferente e altamente tecnológica, leve, interativa e intuitiva. Quebrar os padrões do ensino tradicional não é somente um diferencial, é se adiantar às necessidades da sociedade, é olhar para frente e abraçar o novo, como a melhor forma de oferecer algo extremamente necessário.

*Gabriel Tatibana, CMO e cofundador da Nubbi

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