Se o compliance de comércio fosse um time de futebol…

Se o compliance de comércio fosse um time de futebol…

Anne van de Heetkamp*

23 de agosto de 2021 | 07h45

Anne van de Heetkamp. FOTO: ARQUIVO PESSOAL

Jogos Olímpicos, Copa Ouro, Copa América, Eurocopa: a maioria dos fãs de futebol tiveram um time ou dois para torcer nesse período. O mesmo acontece com aqueles que preferem o trade compliance ao futebol (ou seja, basicamente todos os que atuam no segmento). Segue abaixo o elenco definitivo do time Global Trade Intelligence de 2021 (num sistema tradicional 4-3-3), com a certeza de que é capaz de ganhar o campeonato dos times ERP, CRM e (apesar do overlap) TMS na Copa do Mundo do Software.

Goleiro:

Compliance de Exportação. Um cadeado estável e robusto na porta é necessário para impedir penalidades e padronizar o time. Minuciosamente preparado para as partidas (determinações de licença) e desvios (exportações transbordadas). Nada pode passar, já que os erros são fatais para um programa de compliance.

Defesa:

Lateral Direito: Origem. Confiabilidade nas laterais e, idealmente, avanço e economia em algumas tarefas. Origem simboliza tanto a papelada sólida para verificar pedidos quanto a abordagem para se beneficiar das taxas preferenciais onde possível. Um programa de origem às vezes agressivo, mas sempre confiável, pode trazer benefícios para a organização.

Zagueiro: Rastreamento de Partes Restritas (RPS). É simples: a defesa não deixa nenhum oponente passar e é o mesmo para a solução de RPS. Se algo entrar pode haver consequências. RPS dá o tom e, com uma sólida aplicação, todos se sentem mais seguros fazendo sua parte.

Zagueiro: Corretora. Outra solução que permanece ou perde confiabilidade. A aplicação de corretagem deve ser forte, sólida, confiável, escalável. Balança, mas não cai. Estável quando necessário, mas pode acelerar se há muito o que fazer. Somente assim há uma fundação central perfeita para algum trabalho consistente de compliance.

Lateral Esquerdo: Compliance de Importação. Completando a defesa, o lateral-esquerdo pode estar onde se costumava estabelecer o elo fraco, e nada além. Isso inclui documentos, permissões e requisições de licença. Programas de compliance de importação (solicitações de agências governamentais como OGA/PGA, registros VAT e requisitos de empacotamento) estão ganhando ímpeto. O e-commerce também participa. Como lateral direito, é ótimo ter um lateral esquerdo que também possa criar oportunidades, como por exemplo antecipar as mudanças de requisitos do compliance B2C (isenções VAT e exceções de licenciamento).

Meio de Campo:

Meio-Campista Direito: Objetivos e OKRs/KPIs. O barômetro está certamente no meio de campo—garantindo que os buracos sejam tapados e necessidades sejam atendidas, focando onde há escassez ou dando apoio onde as coisas estão se movimentando. Revisões de OKR e KPI continuam mantendo tudo equilibrado e garantindo que a atenção seja dada a áreas onde melhorias possam ser feitas e onde forças sejam valorizadas e alavancadas.

Volante: Classificação. O centro de tudo. O desafio central de acordo com múltiplas pesquisas e classificações. O desafio constante de fazer direito a todo tempo e códigos HS que sempre mudam (olá atualizações WCO 2022!). Apenas um jogador central camisa 10 pode entender tudo isso (as grandes co-funções como mestre de partes também). E quando o faz é uma grande alegria para todo o time. Sem classificação, não há ataque ou defesa – apenas pontas soltas.

Meio-campista Esquerdo: Diferimento de Tributos e Programas de Economia. É criativo (com aquele pé esquerdo sutil), de certa forma procurando aquela enfiada de bola, mas sólido quando se trata de defender o trabalho completo. Bem-vindo às opções de economia. Zonas de Comércio Exterior, regimes de aperfeiçoamento ativo, desvantagens: você nomeia; o meio-campista esquerdo tem tudo no bolso e está pronto para lançar.

Ataque:

Ponta-direita: Valoração. Melhor fazê-la corretamente (deve ser capaz de defender quando questões são feitas), mas com certa criatividade. Pense na primeira venda, valoração não transacional baseada em valor, a empolgação de trabalhar com o colega do time do preço de transferência. Os seis métodos de valoração aduaneira são como os seis modos que o ponta-direita pode usar para ultrapassar o adversário.

Centroavante: Resiliência de Supply Chain (SC Resilience). Questionavelmente, se existisse um sistema 5-3-2, a SC Resilience estaria na defesa – nova e chique, mas nem sempre num ponto fixo. Mas num sistema 4-3-3 é ótimo ter algo fresco e às vezes imprevisível para dar uma boa impressão. A resiliência abrange todos os elementos empolgantes que uma operação progressista precisa: antecipando o mercado e o fluxo de logística, estando à frente da competição e crescendo diante de novos objetivos.

Ponta-esquerda: Visibilidade. A posição é para jogadores voláteis. Às vezes tudo funciona, às vezes não. Assim como o que acontece com a visibilidade do supply chain – um dia o dashboard está abastecido com informações úteis, no próximo tem alguns gaps, mas a colaboração com resiliência de supply chain, em particular, ajuda a construir expectativas.

No Banco:

Implementações, integrações, suporte de auditoria (relatórios) e planos para recuperação de desastres. O que fazemos com o técnico? Por ser o maior expert em compliance de comércio que já conheci e diversas outras razões eu escolho Ruud Tusveld – embora ele costumasse jogar na posição de goleiro.

Trade compliance para a vitória!

*Anne van de Heetkamp é VP de Gerenciamento de Produtos GTC da Descartes

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