‘Se malandro soubesse como é bom ser honesto…’, postou Delcídio em 2012

‘Se malandro soubesse como é bom ser honesto…’, postou Delcídio em 2012

Em sua conta no Twiter, petista enviou mensagem de ética e boa conduta a seguidores

Daniel Bramatti, do Estadão Dados

25 Novembro 2015 | 16h47

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O senador Delcídio do Amaral, atual líder do Governo, preso nesta quarta-feira, 25, por suspeita de tentar barrar a Operação Lava Jato, escreveu em sua conta no Twiter há pouco mais de três anos. “Se malandro soubesse como é bom ser honesto, seria honesto só por malandragem!.”

A mensagem de ética e boa conduta é um trecho da música  Caramba Galileu da Galileia, de 1972,  do compositor Jorge Ben e foi postada pelo petista às 17h32 do dia 6 de julho de 2012 .

Segundo a Procuradoria-Geral da República, Delcídio do Amaral estava empenhado em comprar o silêncio do ex-diretor da área Internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró.

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Preso desde janeiro e condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, Cerveró pode ser a nova testemunha-bomba da Lava Jato. No dia 18 de novembro ele firmou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral.

BRASILIA BSB DF 24/11/2015  POLITICA Plenário do Senado durante sessão deliberativa ordinária. Em pronunciamento, senador Delcidio do Amaral (PT-MS). Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Delcídio Amaral (PT-MS)

Com medo de ter seu nome incluído no rol de políticos supostamente beneficiados pelo esquema de propinas instalado na Petrobrás entre 2004 e 2014, Delcídio do Amaral, segundo a Procuradoria, tentou um plano para barrar a Lava Jato e dar fuga a Cerveró.

Em 2012, então com o mandato e a reputação fora de qualquer suspeita, Delcídio tuitou sua pregação pela honestidade. “Bom final de semana pra T O D O S !”, concluiu o petista.

COM A PALAVRA, A DEFESA DO SENADOR DELCÍDIO DO AMARAL

Nota Oficial

A defesa do Senador Delcídio do Amaral (PT-MS) manifesta inconformismo em relação à decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal e a convicção de que o entendimento inicial será revisto. Questiona-se o fato de que as imputações tenham partido de um delator já condenado, que há muito tempo vem tentando obter favores legais com o oferecimento de informações. Questiona-se também a imposição de prisão a um Senador da República que sequer possui acusação formal contra si. A Constituição Federal não autoriza prisão processual de detentor de mandato parlamentar e há de ser respeitada como esteio do Estado Democrático de Direito.

Maurício Silva Leite, advogado do Senador Delcídio do Amaral

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