‘Se desarmamento fosse exitoso, País não teria batido recordes de homicídios’, diz Moro

‘Se desarmamento fosse exitoso, País não teria batido recordes de homicídios’, diz Moro

Ministro da Justiça e Segurança Pública afirmou ainda, em entrevista à GloboNews, que flexibilização da posse de armas é 'limitada' e que decreto do governo Jair Bolsonaro não 'autoriza pessoas a guardarem fuzis e saírem armadas nas ruas'

Redação

16 de janeiro de 2019 | 05h24

O futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasilmoro

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, saiu em defesa, nesta terça-feira, 15, em entrevista à GloboNews, do decreto do governo Jair Bolsonaro que flexibiliza a posse de armas em todo o País.

Esta é a primeira medida do presidente em relação ao compromisso de campanha de flexibilizar o acesso da população em geral às armas. Bolsonaro já afirmou que futuramente flexibilizará também o porte, isto é, a possibilidade de deslocamento da arma.

O ministro afirmou que a ‘flexibilização, até pelas críticas que recebeu, é uma flexibilização limitada’.

“Não estamos autorizando as pessoas a guardarem armas automáticas, fuzis, a saírem às ruas armadas, ou a dispensar o que me parece essencial, aqueles três elementos: aptidão psicológica, preparo técnico e não existência de registros criminais”, afirmou.

Moro ainda criticou a política de desarmamento, vigente nos últimos anos. “A política anterior não resultou em uma diminuição significativa de redução dos homicídios no brasil. se fosse tão exitosa a politica de desarmamento, o país não teria batido ano a ano recordes no número de homicídios”.

“Tivemos uma política de desarmamento desde 2003 e o que houve foi o aumento do número de homicídios”, defendeu.

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