Se cada um trabalhar sozinho, vai ser um caos, diz ministro da CGU sobre combate à corrupção

Se cada um trabalhar sozinho, vai ser um caos, diz ministro da CGU sobre combate à corrupção

Wagner Rosário, da Controladoria-Geral da União, defendeu, em São Paulo, atuação conjunta do Ministério da Transparência, Polícia Federal, Receita, Ministério Público

Julia Affonso

09 de outubro de 2017 | 14h02

Ministro da CGU, Wagner de Campos Rosário, com a Desembargadora Cecília Marcondes, presidente do TRF 3a Região. Foto: Ajufesp

O ministro da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner de Campos Rosário, afirmou nesta segunda-feira, 9, em São Paulo que não existe um único órgão hoje no Brasil que possua características dentro da sua estrutura para combater a corrupção isoladamente. Ele defendeu, durante o III Congresso Ética, Corrupção e Gestão de Empresas, organizado pela Associação de Juízes Federais, de São Paulo e Mato Grosso do Sul, (Ajufesp), uma atuação conjunta.

“Uma das coisas básicas para qualquer mecanismo de combate à corrupção é a atuação conjunta dos órgãos de defesa do Estado”, afirmou.

Segundo o ministro, ‘a Polícia Federal tem as suas especificidades, idem com o Ministério Público’.

Wagner Rosário tratou, em palestra, da negociação de acordos de leniência e suas etapas. O ministro detalhou como é feito o cálculo do ressarcimento ao Estado.

“A Receita Federal sabe muito de arrecadação, nós temos nosso conhecimento sobre a execução da despesa pública”, indicou.

“Se eu pretendo combater a corrupção, não existe um único órgão hoje no Brasil que possui características dentro da sua estrutura para combater a corrupção sozinho. Se cada órgão quiser assumir a função dos demais, e trabalhar sozinho, nós vamos ter um caos.”

Tudo o que sabemos sobre:

CGU

Tendências: