Saúde em risco: por medo, pessoas têm evitado procurar ajuda médica

Saúde em risco: por medo, pessoas têm evitado procurar ajuda médica

Eduardo Morales*

04 de agosto de 2021 | 05h15

Eduardo Morales. FOTO: DIVULGAÇÃO

O medo e o isolamento trazidos pela pandemia do novo coronavírus, trouxeram, também, um aumento nos casos de cegueira e uma piora de doenças oculares, em decorrência da queda de exames preventivos e do acompanhamento de patologias crônicas.

Os dados do Sistema Único de Saúde (SUS) mostram uma queda expressiva em relação às cirurgias com internação, exames e consultas oftalmológicas.  No sistema de saúde privado não foi diferente. O número de consultas e procedimentos oftalmológicos diminuiu drasticamente, se compararmos com os anos anteriores à pandemia.

Com isso, pacientes que já tinham comprometimento avançado da acuidade visual por patologias que necessitam acompanhamento regular deixaram de procurar seus médicos e tiveram piora significativa de seus quadros clínicos com aumento importante dos casos de cegueira. Um quadro bastante preocupante.

Mesmo com todos os hospitais e clínicas médicas, que prestam atendimento oftalmológico, realizando alterações em suas rotinas de atendimento, melhorando os protocolos de segurança, para que os pacientes possam ser atendidos com toda a segurança que o momento exige, o número de ainda continua baixo e preocupante, pois exames preventivos podem evitar graves problemas oftalmológicos.

É importante que o paciente oftalmológico retorne ao seu médico especialista, seja para continuar o tratamento de doenças já sabidamente instaladas e que requerem atenção periódica ou para retomar as consultas de rotina para que seja possível o diagnóstico precoce de doenças ainda não diagnosticadas como glaucoma, catarata, degenerações retinianas e outras, permitindo que o tratamento seja iniciado o mais rápido possível.

*Eduardo Morales, médico oftalmologista especialista em catarata e cirurgia refrativa do CBV-Hospital de Olhos

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