Saúde do colaborador: o novo desafio da indústria

Saúde do colaborador: o novo desafio da indústria

Norton Fabris*

01 de maio de 2021 | 07h30

Norton Fabris. FOTO: DIVULGAÇÃO

O momento sanitário exige ações estratégicas para frear a contaminação por Covid-19. Enquanto a vacina não está disponível para todos, a ferramenta mais eficiente no combate à doença é a prevenção. Na área industrial, gestores enfrentam o grande desafio de preservar a saúde das equipes que não podem atuar em home office. Uma das apostas neste sentido é oferecer condições para o colaborador se proteger e estender o benefício aos familiares que compartilham a mesma casa. Máscaras e álcool em gel para que todos possam seguir as orientações sanitárias com segurança, aonde quer que estejam.

Os resultados têm se mostrado mais eficientes quando os protocolos são rigorosamente seguidos na fábrica, mas com a consciência de que os mesmos cuidados precisam ser mantidos nos deslocamentos e em casa. Neste sentido, é crucial que líderes e funcionários estabeleçam uma relação de cumplicidade — pelo bem individual, dos colegas de trabalho e principalmente da população como um todo. Quando existe união e comprometimento em torno de um mesmo propósito — salvar vidas —, é possível gerar impactos mais abrangentes, como o alívio dos sistemas de saúde locais.

Cabe ainda, aos gestores, um olhar mais apurado sobre seus times, no sentido de identificar casos suspeitos e encaminhar imediatamente para testagem e isolamento. Quando esse processo funciona da maneira adequada, reduz drasticamente a chance de contágio entre trabalhadores de uma mesma unidade. E, aqui, reitera-se a necessidade de ampliar as medidas de prevenção para a família dos colaboradores. Mais do que uma ação preventiva complementar, é uma atitude que comprovadamente contribui para reduzir riscos de contaminação e promover a saúde.

Outro ponto que merece atenção é a possibilidade de as indústrias adquirirem doses da vacina contra a gripe. Quando a maioria dos colaboradores e seus dependentes estão imunizados, reduz-se o afastamento de pessoas por sintomas gripais. Em contrapartida, cai também a necessidade de internações por problemas respiratórios, especialmente neste momento de pandemia, em que os esforços das equipes de saúde estão concentrados no diagnóstico, no tratamento e na recuperação de pacientes com Covid-19.

A indústria — assim como outros setores da sociedade — aprimorou nos últimos meses as suas ações preventivas, a fim de valorizar e proteger o seu maior capital: o humano. Quando há a percepção, por parte dos gestores e dos comitês de monitoramento, de que a segurança sanitária dos funcionários é uma responsabilidade social, todos ganham. A parceria entre empresas, municípios e hospitais rende respostas que refletem nos resultados de cada estado. E quando os colaboradores compreendem o seu papel neste ciclo de cuidados, o benefício é real e estratégico.

*Norton Fabris é diretor executivo da Araupel

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