Rui Falcão pede convocação de Moro na CPMI das Fake News

Rui Falcão pede convocação de Moro na CPMI das Fake News

No requerimento, deputado argumenta que Moro, em seu pronunciamento de despedida, sugeriu que o presidente Jair Bolsonaro queria interferir no inquérito que investiga o esquema de fake news contra autoridades, em curso no Supremo Tribunal Federal (STF)

Ricardo Galhardo

24 de abril de 2020 | 20h20

Presidente nacional do PT, Rui Falcão. Foto: MARCOS ARCOVERDE/ESTADÃO

O deputado Rui Falcão (PT-SP) protocolou nesta sexta-feira um requerimento de convocação do ex-ministro da Justiça Sergio Moro na CPMI das Fake News. O pedido precisa ser aprovado pelo plenário da CPMI.

No requerimento, Falcão argumenta que Moro, em seu pronunciamento de despedida, sugeriu que o presidente Jair Bolsonaro queria interferir no inquérito que investiga o esquema de fake news contra autoridades, em curso no Supremo Tribunal Federal (STF), que teria chegado perto do chamado gabinete do ódio, formado por pessoas próximas ao vereador Carlos Bolsonaro (RJ), filho do presidente.

“Como se pode notar, a demissão do ex-ministro Sérgio Moro está intimamente relacionada com a suposta interferência do Presidente da República em inquérito que apura a produção, disseminação e financiamento de fake news perante o STF. O depoimento do ex-ministro é fundamental para esclarecer essa gravíssima denúncia e contribuir com as investigações da presente CPMI, razão pela qual peço o apoiamento dos nobres pares”, argumenta Falcão.

Na semana passada o deputado Flavio Bolsonaro (PSL-SP), entrou com ação junto ao STF pedindo que seja cancelada prorrogação da CPMI. Ele alega perseguição. Assim como todas as demais comissões do Congresso, a CPMI das Fake News está parada desde o início das medidas de isolamento por conta do novo coronavírus.

Segundo a deputada Natália Bonavides (PT-RN), que também integra a Comissão, o presidente do Senado David Alcolumbre (DEM-AP) disse que os dias parados serão descontados do prazo final de funcionamento da CPMI.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: