Ronan Maria Pinto diz que ‘nunca recebeu dinheiro de origem política’

Ronan Maria Pinto diz que ‘nunca recebeu dinheiro de origem política’

Preso na Operação Carbono 14, empresário de Santo André foi destinatário final de R$ 6 milhões de um empréstimo fraudulento de R$ 12 milhões do Banco Schahin ao pecuarista José Carlos Bumlai, segundo a Lava Jato

Julia Affonso e Ricardo Brandt

05 de abril de 2016 | 10h55

Ronan Maria Pinto. Foto: Joedson Alves/AE

Ronan Maria Pinto. Foto: Joedson Alves/AE

Atualizada às 11h08

O empresário de Santo André (SP) Ronan Maria Pinto, preso na Operação Carbono 14 – desdobramento 27 da Lava Jato -, afirmou em depoimento à Polícia Federal na segunda-feira, 4, que ‘nunca recebeu dinheiro de origem política’. Os investigadores apuram por que Ronan Maria Pinto teria sido destinatário final de R$ 6 milhões de um empréstimo fraudulento de R$ 12 milhões do Banco Schahin ao pecuarista José Carlos Bumlai, em outubro de 2004.

“Nunca recebeu dinheiro de origem política”, afirmou o empresário, dono do jornal Diário do Grande ABC e da Expresso Nova Santo André Empresa de Transporte Urbano e Rodoviário de Santo André.

Em 2012, o operador do Mensalão Marcos Valério afirmou em depoimento ao Ministério Público Federal que o PT teria pedido a ele para providenciar R$ 6 milhões para Ronan Maria Pinto, que estaria chantageando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o então secretário da Presidência Gilberto Carvalho e o ex-ministro José Dirceu. Ele teria informações comprometedoras a revelar sobre a morte de Celso Daniel.

“Não tem nenhum conhecimento ou envolvimento a respeito dos fatos que poderiam ser alvo de extorsão ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, José Dirceu e Gilberto Carvalho”, afirmou Ronan Maria Pinto.

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O empresário foi taxativo. “Não é verdade a afirmação de Marcos Valério de que o depoente tinha interesse na compra o jornal Diário do Grande ABC, por conta de notícias que o vinculavam a morte do prefeito Celso Daniel; que por volta de 2012 o vice-presidente do jornal O Tempo de Belo Horizonte fez uma proposta para o declarante vender o Diário ABC; que essa pessoa de maneira aparentemente casual disse que iria se encontrar com Marcos Valério; que o declarante então desistiu da venda; que acredita que Marcos Valério tenha citado seu nome por essa negativa em vender o jornal.”

Ronan Maria Pinto disse à PF que não conhece o operador de mensalão Marcos Valério. “Não é verdade a afirmação de Marcos Valério de que o depoente tinha interesse na compra o jornal Diário do Grande ABC, por conta de notícias que o vinculavam a morte do prefeito Celso Daniel”, relatou o empresário.

“Sobre seu conhecimento a respeito do esquema de corrupção no sistema de transportes na Prefeitura de Santo André, disse que nunca praticou atos de corrupção que soube sobre esse esquema de corrupção pela imprensa depois da morte do prefeito Celso Daniel.”

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