Rio abre Irmandade, nova etapa da Lava Jato, e prende irmão de lobista

Rio abre Irmandade, nova etapa da Lava Jato, e prende irmão de lobista

A operação é um desdobramento da Operação Pripyat, em que foi investigado desvio milionário nas obras de Angra 3 da Eletronuclear

Julia Affonso, Fausto Macedo e Mateus Coutinho

10 Agosto 2016 | 09h21

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Em nova fase da Operação Lava Jato, no Rio de Janeiro, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram nesta quarta-feira, 10, a Operação Irmandade, em que foram denunciados 11 investigados, sendo cumprido 1 mandado de prisão e 1 de busca e apreensão em São Paulo, expedido pela 7a Vara Federal Criminal/RJ. O empresário Samir Assad, irmão do empresário e lobista Adir Assad, condenado na Lava Jato, foi preso.

A Operação Irmandade é um desdobramento da Operação Pripyat, em que foi investigado desvio milionário nas obras de Angra 3 da Eletronuclear, sendo presas 10 investigados vinculados ao núcleo administrativo de organização criminosa estruturada para desviar recursos públicos.

COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA MIGUEL PEREIRA NETO, QUE DEFENDE SAMIR ASSAD:

“A prisão foi decretada na mesma condição das demais ocorridas na Operação Prypyat, por fatos ocorridos a partir de 2008 e cessados em 2011, sem nenhum ato concreto novo a ensejar a decretação. Essa idêntica circunstância, objetivamente, já foi analisada pelo Egrégio Superior Tribunal de Justiça, que concedeu liminar entendendo suficiente a prisão domiciliar e outras cautelares restritivas, antes determinadas e moduladas também pelo Excelso Supremo Tribunal Federal como garantidoras de segurança ao processo, em acórdão concessivo de ordem em Habeas Corpus, como paciente Adir Assad.
É descabido e desnecessário o encarceramento, quanto mais em regime fechado.”

 

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