Retomada da PF mira bens adquiridos com dinheiro da educação desviado no sertão alagoano

Retomada da PF mira bens adquiridos com dinheiro da educação desviado no sertão alagoano

Em operação deflagrada nesta quarta-feira, 13, agentes cumprem 40 mandados de busca e apreensão; alvo é o ex-prefeito de Traipu, a 190 quilômetros da capital Maceió, Marcos Santos, que foi preso na noite de 12 de dezembro durante festa da padroeira da cidade, Nossa Senhora do Ó

Julia Affonso

13 de fevereiro de 2019 | 12h46

Foto: Reprodução/Sindicato dos Delegados da Polícia Federal

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal abriram nesta quarta-feira, 13, a Operação Retomada contra desvios de verbas públicas da educação no sertão de Alagoas. São cumpridos 40 mandados de busca e apreensão nos municípios de Traipu e Feira Grande.

A Operação Retomada tem como objetivo recuperar os bens adquiridos com verbas públicas supostamente desviadas pelo ex-prefeito de Traipu, Marcos Santos. Ele foi preso na noite de 12 de dezembro do ano passado durante a festa da padroeira da cidade, Nossa Senhora do Ó, e continua recolhido na Penitenciária Masculina Baldomero Cavalcanti de Oliveira.

Traipu tem cerca de 28 mil habitantes e fica a 190 quilômetros da capital Maceió.
A investigação aponta fraude com recursos do Fundeb (Fundo Nacional de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais de Educação) e do PNATE (Programa Nacional de Transporte Escolar).

Em nota, a PF informou que a Procuradoria da República requereu à Justiça Federal a expedição de mandados de busca e apreensão em ação cautelar de indisponibilidade de bens preparatória de ação de improbidade (0000566-40.2011.4.50.8001).

A Operação Retomada tem o apoio da Polícia Rodoviária Federal.

Foram mobilizados 30 agentes da Polícia Federal. Todo material apreendido será levado para a sede do Ministério Público Federal em Arapiraca e para o Departamento de Estradas e Rodagem em Alagoas (DER-AL).

Quando foram autorizados os primeiros mandados de busca e apreensão e a decretação da indisponibilidade dos bens desta investigação, Marcos Santos era investigado em alguns inquéritos policiais e procedimentos administrativos do Ministério Público Federal em Alagoas.

O ex-prefeito já respondia a ações judiciais no âmbito federal: processo n. 0002175-61.2011.4.05.8000 – Ação Civil Pública; Processo n. 0000072-83.2008.4.05.8001 – Ação Penal Pública; Processo n. 0000101-02.2009.4.05.8001 – Ação Penal; Processo n. 0000747-46.2008.4.05.8001 – Ação Penal; Processo n. 0000759-60.2008.4.05.8001 – Ação Civil Pública de Improbidade Administrativa; Processo n. 0000889-16.2009.4.05.8001 – Ação Civil Pública de Improbidade Administrativa.