Responsabilidade social em tempos de pandemia

Responsabilidade social em tempos de pandemia

Victor Graça*

14 de dezembro de 2020 | 07h30

Victor Graça. FOTO: DIVULGAÇÃO

A pandemia do novo Coronavírus produziu um efeito positivo ao colocar em evidência, em meio a tantos eventos trágicos, a capacidade das pessoas em ajudar, criar, inovar e reinventar. Despertamos para uma onda de solidariedade e preocupação com o coletivo que nunca tínhamos vivenciado. Empresas dos mais diversos portes perceberam, na pandemia, a importância de praticar a responsabilidade social e que podem funcionar como uma ponte, fazendo a diferença na sociedade e ajudando, de fato, os indivíduos que precisam.

A ideia de responsabilidade social corporativa não é nova, surgiu após os desdobramentos da Revolução Industrial, quando ficou nítido que a atuação empresarial tinha um grande impacto na sociedade e que estimular as empresas a atuarem positivamente no mundo tinha um bom efeito. Uma empresa que pratica responsabilidade social se responsabiliza pelo impacto de suas atividades na sociedade como um todo, indo desde sua influência na vida dos colaboradores, consumidores ou comunidades próximas até a preocupação com o meio ambiente e causas sociais mais amplas, contribuindo para a superação de problemas socioambientais.

Empresas são socialmente responsáveis quando se tornam conscientes do seu papel no desenvolvimento do contexto a que estão inseridas. Hoje esse conceito também passou a estar relacionado com a questão da saúde e ao compromisso de cuidar de si mesmo e do outro.

É normal que as arrecadações, neste período, beneficiem a área da saúde, mas não podemos esquecer das dificuldades das organizações sociais que, diante do isolamento, perderam suas fontes de renda. São elas, na maioria dos casos, que atendem a população mais vulnerável e que lutam para se manterem ativas. Segundo dados da Associação Brasileira dos Captadores de Recursos, as doações feitas no Brasil, desde o início da pandemia, somam quase R$ 6.5 bilhões, dos quais 85% vieram de empresas.

Com pouco esforço, sua empresa pode gerar um grande impacto para a causa da criança no Brasil, escolhendo a melhor forma de aplicar seu recurso em nossos projetos mais urgentes. Sua doação nos ajudará a arrecadar recursos para compra de cestas básicas que, desde março, estão sendo doadas para organizações sociais parceiras em todo país.

Apesar das perdas que o cenário nos impõe, torcemos para que o conceito da responsabilidade social das empresas se amplie, unindo cada vez mais o setor privado na construção de uma sociedade justa para todos.

*Victor Graça é executivo da Fundação Abrinq

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