Representantes do meio jurídico celebram vitória de Nalini à Presidência do TJ-SP

Mateus Coutinho

04 Dezembro 2013 | 20h39

Atual corregedor-geral de Justiça de São Paulo, o desembargador José Renato Nalini foi eleito nesta quarta-feira, 4, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). A eleição iniciou às 9h da manhã e foi encerrada ao meio-dia. Nalini venceu com 238 votos, 66,8% do total. A eleição causou grande repercussão no meio jurídico, com diferentes operadores e autoridades do Direito destacando suas expectativas para o próximo biênio.

O resultado contrariou a expectativa de membros da corte, que apostavam na possibilidade de a disputa ser decidida apenas em segundo turno. Outros três candidatos buscavam a presidência: os desembargadores João Carlos Saletti, Paulo Dimas de Bellis Mascaretti e Vanderci Álvares. Dimas ficou em segundo colocado, com 76 votos (21,35%).

Confira a repercussão da vitória de Nalini:

Márcio Fernando Elias Rosa, procurador-geral de Justiça de São Paulo: “A eleição do dr. Nalini, por suas características pessoais, qualidades de magistrado e cientista do Direito, nos dá a certeza de que o Poder Judiciário Paulista seguirá prestando indispensáveis serviços à população do Estado.”

Sérgio Rosenthal, presidente da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP): o representante dos advogados paulistas pediu uma “ampliação do diálogo” do Tribunal de Justiça com a advocacia. “Esse diálogo ficou prejudicado nesses últimos meses pela forma como o Tribunal conduziu questões extremamente delicadas como, por exemplo, a implantação do processo eletrônico”, avalia Rosenthal.

Ele disse que a classe dos advogados espera que a gestão Nalini “tenha maior sensibilidade em torno das questões que afetam a advocacia e, por consequência, os direitos do cidadãos”.

Marcos da Costa, presidente da OAB-SP: “Desejo sucesso ao desembargador Nalini, que chega ao mais alto posto da Corte de Justiça do Estado. Espero que no exercício de sua gestão coloque entre suas prioridades o fortalecimento da Justiça Paulista, através da ampliação do diálogo com a própria Magistratura, a Advocacia e o Ministério Público, instituições indispensáveis à administração da Justiça e compromissadas com o interesse público”.

Henrique Nelson Calandra, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB): “Nalini é um dos grandes expoentes da cultura jurídica brasileira, das letras brasileiras. Foi presidente do Tribunal de Alçada Criminal, me deu posse quando tomei posse lá”

“Temos que olhar muito para o processo judicial eletrônico, procurar implantá-lo, dialogar muito com o CNJ, acredito que teremos tudo para desenvolver a excelente gesão em São Paulo e conectada com o País”

O novo presidente comandará a corte no biênio 2014/2015 e substituirá o desembargador Ivan Sartori, que chegou a cogitar a reeleição, mas desistiu depois de o Conselho Nacional de Justiça derrubar a possibilidade de recondução ao cargo.

Do total de 356 desembargadores da Corte, 342 compareceram à votação. Todas os cargos que estavam sendo disputados foram definidos logo no primeiro turno.  O desembargador  Eros Piceli foi eleito vice-presidente, com 200 votos, e, para o cargo de corregedor-geral de Justiça foi escolhido o desembargador Hamilton Elliot Akel, com 179 votos.

 

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