Repasses do Instituto Lula para empresas de filhos do ex-presidente são alvo da Aletheia

Repasses do Instituto Lula para empresas de filhos do ex-presidente são alvo da Aletheia

Uma das empresas, a G4, teria recebido cerca de R$ 1 milhão por serviços prestados a órgão ligado ao ex-presidente da República

Por Ricardo Brandt, Andreza Matais, Julia Affonso e Mateus Coutinho

04 de março de 2016 | 11h33

BRA20. CURITIBA (BRASIL), 04/03/2016.- El fiscal de Curitiba Fernando dos Santos Lima habla en una rueda de prensa hoy, viernes 4 de marzo de 2016, en la ciudad sureña de Curitiba (Brasil). El conjunto de indicios contra el expresidente brasileño Luiz Inácio Lula da Silva en la investigación abierta por corrupción es

O procurador da República, Carlos Fernando dos Santos Lima. Foto: EFE/Pedro Filho

Repasses feitos pelo Instituto Lula para duas empresas de filhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a G4 e a FlexBr, estão entre os alvos da Operação Aletheia, 24ª fase e ápice da Lava Jato, deflagrada nesta sexta-feira, 4.

“O Instituto Lula pagou mais de R$ 1 milhão para a G4 do filho do ex-presidente”, afirmou o procurador da República Carlos Fernando Santos de Lima, em coletiva na sede da Polícia Federal, em Curitiba.

Os investigadores estão apurando se os pagamentos foram realizados por serviços prestados ou forma de ocultar propina. O Instituto Lula e a LILS Palestras receberam R$ 3o milhões de empresas, entre elas as maiores empreiteiras acusadas de corrupção e cartel na Petrobrás – OAS, Odebrecht, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, UCT e Queiroz Galvão.

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“Investigamos se houve prestação de serviços ou se isso não é apenas uma triangulação para benefício da família do ex-presidente”, afirmou o procurador.

Segundo Carlos Lima, os pagamentos à LILS Palestras e as doações ao Instituto Lula abrangem o período em que o petista foi presidente e mesmo após o período de oito anos que ele ocupou o Palácio do Planalto. “Hoje nos estamos analisando evidencias de que o ex-presidente e sua família receberam vantagens para eventualmente consecução de atos dentro do governo. É uma hipótese investigativa.”

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