Renunciem

Renunciem

Luiz Paulo Ferreira Pinto Fazzio*

11 de novembro de 2019 | 06h59

Luiz Paulo Ferreira Pinto Fazzio. FOTO: DIVULGAÇÃO

Renunciem ao espírito de facção. Este é voltado não para a utilidade do bem comum, mas para assegurar vantagens e privilégios para famílias, grupos, partidos e lideranças.

Renunciem ao comportamento mentiroso e simulado, inclusive em termos ideológicos, que destruiu a confiança entre representantes e representados, fundamental para o bom funcionamento das instituições democráticas e republicanas.

Renunciem ao objetivo de capturar as instituições governamentais por meio de organizações criminosas, constituídas para dominar os mecanismos de ação governamental em detrimento do interesse público.

Renunciem a essas práticas delituosas que desestabilizaram a sociedade brasileira e a tornaram insegura, que enfraqueceram as instituições, corromperam os valores da democracia, da ética e da justiça.

Renunciem ao sentimento de indiferença quanto às condutas de autoridades da República que incidiram em desvios éticos e em reprováveis transgressões criminosas enquanto representantes do povo brasileiro.

Renunciem ao entendimento de que, em face da ação predatória de verdadeiros profanadores dos valores republicanos, seja possível transigir em torno da necessidade de defender o Estado e as Instituições Democráticas.

Renunciem ao comportamento omisso que permite a imoralidade no cerne da Pátria, a comportamento corrupto que funciona como cupim colocando em risco a República e o tombamento desta.

Renunciem ao roubar, deixar roubar, não pôr na cadeia quem roube. Renunciem ao primeiro mandamento da imoralidade pública.

Por favor, renunciem.

*Luiz Paulo Ferreira Pinto Fazzio, advogado

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.