Rentabilizar em época de Selic baixa

Rentabilizar em época de Selic baixa

Bruno Sayão*

24 de janeiro de 2021 | 03h30

Bruno Sayão. FOTO: DIVULGAÇÃO

Nos últimos anos, a Taxa Selic (taxa básica de juros) tem apresentado quedas bruscas, saindo de quase 14% em 2017 para os atuais 2%. Este índice deverá se manter baixo neste primeiro semestre, o que leva os investidores a considerar e pensar em outras modalidades.

Embora a queda da Selic seja útil para a economia, não é um bom cenário para os investimentos considerados conservadores, que perdem rentabilidade e, portanto, atração. Por exemplo, a poupança tem rendimento de 70% da Selic, além da taxa referencial (TR). Fazendo um cálculo considerando o panorama atual, o rendimento para 12 meses da caderneta é de 1,40%. Usando a inflação projetada pelo boletim Focus de 3,34% para 2021, percebemos que o rendimento real da poupança fica -1,94%, com juros negativos (inflação).

Outros investimentos que também estão atrelados ao índice são: Tesouro Selic, Fundo DI simples e CDB de grande banco (rende 100% do CDI – Certificado de Depósito Interbancário – e tem liquidez diária).

Onde apostar? É possível encontrar opções com boa rentabilidade. O Peer-to-Peer Lending, mais conhecido como P2P, que são transações feitas na forma de empréstimos, chegou a rentabilizar mais de 60% ano passado. Esse modelo já é considerado uma revolução do mercado financeiro e pode se tornar uma das principais maneiras de investir.

Hoje, o que rende acima da Selic são: prefixados na renda fixa (Tesouro Prefixado e CDB de banco médio), indexados a inflação (Tesouro IPCA+, CRI e CRA, debêntures), pós-fixados na renda fixa (CDBs com rendimento de 120% do CDI, LCI, LCA).

Há também outros investimentos de renda variável, como ETFs, fundos imobiliários, ações, fundos de investimentos, entre outros. Porém, são modalidades que têm rentabilidade média proporcional ao risco e não há como saber se vão ou não ficar acima da Selic.

A dica é separar 30% do patrimônio para tentar outros caminhos, levando em consideração um planejamento financeiro no curto, médio e longo prazo. Além disso, diversificar para não impactar a taxa interna de retorno. Por exemplo: em vez de investir RS 3.000 em uma empresa, aplicar R$ 500 em seis. Com mais diversificação, menos o investidor sofre com a inadimplência.

*Bruno Sayão, CEO da IOUU

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