Relatório aponta a fábrica de atestados médicos falsos em SP

Relatório aponta a fábrica de atestados médicos falsos em SP

Documento produzido pelo Departamento de Inteligência da Corregedoria Geral da Administração revela fraudes entre janeiro e novembro de 2015 que resultaram na perda de mais de cinco milhões de dias de trabalho

Fausto Macedo e Julia Affonso

08 de setembro de 2016 | 16h06

relatatestados

A Polícia de São Paulo prendeu nesta quinta-feira, 8, quatro investigados por venda de atestados médicos falsos a funcionários públicos do Estado. A operação foi deflagrada com base em relatório do Departamento de Inteligência da Corregedoria-Geral da Administração, braço do governo do Estado que fiscaliza secretarias de Estado, autarquias e empresas públicas.

O documento foi revelado pelo repórter Bruno Tavares, da TV Globo.

Segundo o relatório, a Secretaria da Educação, ‘por possuir o maior contingente de servidores tem o número mais elevado de afastamentos em termos absolutos’.

Investigando o altíssimo volume de atestados médicos que servidores públicos apresentavam em suas repartições para justificar ausências, a Corregedoria descobriu uma autêntica fábrica de documentos forjados. A Corregedoria contabilizou mais de cinco milhões de dias de trabalho apenas no período de janeiro a novembro de 2015.

“Na Pasta da Educação, os professores licenciados são substituídos por outros concursados ou professores com vínculos eventuais”, assinala o relatório de Inteligência. “Assim, se fossem computadas as ausências em termos de valores, os resultados poderiam ser dobrados”, afirma o documento.

“Verifica-se que a folha de pagamento somente da Educação, no péríodo de janeiro de 2015 a novembro de 2015 foi de R$ 16,7 bilhões.”

“Além do prejuízo direto na prestação dos serviços, o absenteísmo ainda pressiona pela nomeação de mais agentes para a execução de tarefas deixadas pelos servidores que adoeceram”, destaca o relatório.

Tudo o que sabemos sobre:

Atestado MédicoSão Paulo

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.