Relator da Lava Jato no STJ segue internado; julgamento de Lula pode atrasar

Relator da Lava Jato no STJ segue internado; julgamento de Lula pode atrasar

Ministro Félix Fischer trata uma embolia pulmonar; Superior Tribunal de Justiça retoma atividades nesta quinta-feira, 1, quando poderá discutir a convocação de um substituto provisório

Rafael Moraes Moura/BRASÍLIA

31 de julho de 2019 | 22h03

Felix Fischer. Foto: André Dusek/Estadão

BRASÍLIA – O relator da Operação Lava Jato no Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Felix Fischer, segue internado no Hospital Brasília, onde está tratando uma embolia pulmonar. O tribunal retoma suas atividades nesta quinta-feira, quando poderá discutir a convocação de um ministro-substituto para assumir provisoriamente o trabalho de Fischer.

Fischer é relator do caso do tríplex do Guarujá no STJ. Em abril deste ano, por unanimidade, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) – conhecida como a “câmara de gás” do tribunal, por ser dura com os réus – confirmou a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mas reduziu a pena do petista de 12 anos e 1 mês de prisão para 8 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão.

Depois do julgamento no STJ, a defesa de Lula entrou com um recurso para que o petista migre para o regime aberto. Segundo o Estadão/Broadcast apurou, o estado de saúde debilitado de Fischer pode atrasar a previsão inicial para a análise desse recurso, que era para agosto.

Segundo um interlocutor de Fischer ouvido reservadamente, o ministro está melhorando, mas o quadro de saúde do magistrado segue grave.

Esclarecimentos. Procurada pela reportagem, a assessoria do Hospital Brasília informou não ter autorização para passar informações sobre o estado de saúde do paciente e recomendou que se procurasse o STJ. O STJ, por sua vez, não se manifestou.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: