Relator afirma que triplex é ‘vantagem indevida’ da OAS a Lula

João Pedro Gebran Neto, desembargador do Tribunal da Lava Jato, declarou em seu voto, que ainda está sendo lido nesta quarta-feira, 24, que 'conjunto probatório permite juízo seguro e afirmativo sobre existência de provas

Luiz Vassallo, Julia Affonso e Ricardo Brandt, enviado especial a Porto Alegre

24 Janeiro 2018 | 12h56

Gebran Neto. Foto: TRF4

O desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), disse entender que o ‘conjunto probatório permite um juízo seguro e afirmativo sobre existência de provas’ de que o triplex no Guarujá foi reservado ao petista pela empreiteira OAS. Assim como o juiz federal Sérgio Moro, que condenou Lula a 9 anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Gebran avalia que o imóvel e suas respectivas reformas configuram vantagem indevida ao ex-presidente.

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Em seu voto, que ainda está lendo na sessão histórica desta quarta-feira, 24, no Tribunal da Lava Jato, Gebran sinaliza que vai condenar Lula. Depois dele, ainda votam os desembargadores Leandro Paulsen e Victor Laus.

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O relator afirmou que ‘o conjunto probatório permite um juízo seguro afirmativo sobre existência de provas acima de forma razoável de que o apartamento triplex desde o início, e inclusive antes mesmo das obras pela empreiteira OAS foi reservado o apartamento a Luiz Inácio Lula da Silva e assim permaneceu após a OAS assumir o empreendimento’.

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“Ainda também há prova acima de dúvida razoável que as reformas, compra da cozinha e os utensílios foram feitos em favor do ex presidente e customização feita a pedido e consoante projeto aprovado por este e por sua esposa”, segue o relator.

“Destaque-se que o recebimento pessoal dessa vantagem ao meu sentir de desígnio autônomo em relação à corrupção ali a favor do Partido dos Trabalhadores”, anotou.

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