‘Rei Arthur’ fica na difusão vermelha da Interpol por cinco anos

‘Rei Arthur’ fica na difusão vermelha da Interpol por cinco anos

Delegado da PF Carlos Henrique Oliveira de Sousa informou ao juiz federal Marcelo Bretas que a busca internacional do empresário Arthur Soares, foragido por suspeita de corrupção, foi publicada em 1.º de setembro

Julia Affonso

18 de outubro de 2017 | 14h02

O delegado da Polícia Federal Carlos Henrique Oliveira de Sousa informou ao juiz federal Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal, do Rio, que o empresário Arthur Cesar de Menezes Soares Filho, o ‘Rei Arthur’, está na difusão vermelha da Interpol (Polícia Internacional). A comunicação a Bretas foi enviada em 29 de setembro. O ‘Rei Arthur’ teve a prisão decretada pelo magistrado na Operação Unfair Play, desdobramento da Lava Jato que investiga a compra de votos para a escolha do Rio como sede olímpica.

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“Sirvo-me do presente para informar a Vossa Excelência que foi publicada em 1.º de setembro de 2017 a Difusão Vermelha (busca internacional) em desfavor de Arthur Cesar de Menezes Soares Filho, com prazo de validade de 5 anos”, afirmou o delegado.

“Assim sendo solicitamos que nos seja informado se houver a prisão do procurado no Brasil e no caso de recolhimento do mandado de prisão, a fim de evitar uma prisão indevida no exterior.”

O empresário é considerado foragido. Ele foi alvo da primeira fase da Unfair Play, em 5 de setembro.

O ‘Rei Arthur’ é alvo de duas denúncias da força-tarefa da Operação Lava Jato, no Rio. A primeira o acusa pelos crimes de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa. Segundo o Ministério Público Federal, o ‘Rei Arthur, em troca de vantagens na celebração de contratos com suas empresas, efetuou pagamentos de vantagens.

Na segunda denúncia, Arthur é acusado de organização criminosa. Segundo a força-tarefa da Lava Jato, o grupo do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) comprou o voto do ex-presidente da Federação Internacional de Atletismo Lamine Diack por US$ 2 milhões, por meio de seu filho Papa Diack. O pagamento teria sido feito por meio da empresa Matlock Capital Group, do ‘Rei Arthur’.

A defesa do ‘Rei Arthur’ não foi localizada. O espaço está aberto para manifestação.

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