Receita e PF desmontam esquema de contrabando de medicamentos em SP

Receita e PF desmontam esquema de contrabando de medicamentos em SP

Drogas utilizadas para o tratamento de Aids e hepatite C, além de antialérgicos, colírios, antivirais e hormônios foram apreendidas pela força-tarefa

Redação

13 de março de 2015 | 18h57

Por Fausto Macedo e Julia Affonso

Uma pessoa foi presa em flagrante e grande quantidade de medicamentos proibidos foi apreendida durante a operação Addison, da Receita e da Polícia Federal nesta quinta feira, 12, em São Paulo. Entre os remédios importados irregularmente estão drogas utilizadas para o tratamento de Aids e hepatite C, além de antialérgicos, colírios, antivirais e hormônios.

Foto: Receita Federal

Operação Addison. Foto: Receita Federal

Alguns medicamentos poderiam ser revendidos por valores acima de US$ 40 mil. O nome da operação, Addison, se refere a uma doença que ocorre quando as glândulas suprarrenais não são capazes de produzir quantidades suficientes de seus hormônios.

Segundo a Receita, as investigações começaram no final de 2014, quando uma empresa que importava e revendia medicamentos de comercialização proibida no Brasil foi identificada. Integrantes da organização já haviam sido flagradas anteriormente pela Receita ao tentarem entrar no País pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos/Cumbica com medicamentos proibidos.

Os mandados de busca foram expedidos pela 7.ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Foram a apreendidos documentos, veículos, mídias contendo arquivos de computador, além de medicamentos. A PF informou que a investigação teve início há quatro meses, após a realização de apreensão de medicamentos transportados por passageiros em voos internacionais pela Receita Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos/SP.

Durante as investigações, a PF descobriu uma empresa que realizava compras no exterior sem autorização necessária da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e sem o devido recolhimento de tributos. No depósito da empresa, localizado no Jabaquara, zona sul de São Paulo, um homem foi preso em flagrante.

Para operar o esquema, passageiros eram enviados ao exterior para transportar os medicamentos. Há registros de viajantes que traziam cargas de até US$ 50 mil. Depois, a empresa realizava sua venda no Brasil.

Os compradores eram clinicas médicas, médicos e pacientes, diretamente. Há medicamentos vendidos no exterior por US$ 20 mil que eram vendidos no mercado nacional pelo dobro do preço. Outros, comprados na Europa por 5 a 10 euros, eram revendidos aos pacientes por até R$ 500.

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