Raquel vê ‘risco de reiteração delitiva’ e insiste na prisão de investigados por fraudes e desvios no Rio

Raquel vê ‘risco de reiteração delitiva’ e insiste na prisão de investigados por fraudes e desvios no Rio

Em pareceres ao Supremo, procuradora-geral da República argumenta sobre importância dos 'suspeitos nos esquemas criminosos' descobertos nas Operações SOS-Fatura Exposta III e Câmbio, Desligo!

Paulo Roberto Netto

13 Novembro 2018 | 05h00

A procuradora-geral, Raquel Dodge, encaminhou ao Supremo três pareceres pela manutenção da prisão preventiva de dois envolvidos na Operação SOS – Fatura Exposta III e o restabelecimento da prisão de um dos suspeitos da Operação Câmbio, Desligo!. A PGR alega que os três investigados apresentam risco à garantia da ordem pública ‘devido à posição dos suspeitos nos esquemas criminosos’.

No âmbito da SOS – Fatura Exposta III, Raquel pede à Corte para manter presos Fábio Augusto Riberi Lobo e Marco Antônio Guimarães Duarte de Almeida. A procuradora alega que ‘risco de reiteração delitiva dos suspeitos’. No caso de Lobo, as investigações apontam que contratos superfaturados teriam permitido desvio de R$ 30 milhões dos cofres públicos.

Quanto a Marco Antônio Almeida, a procuradora afirma que ele foi o responsável pela operacionalização do esquema ilegal, se tornando ‘fundamental na atuação para intermediar a contratação das empresas previamente selecionadas para prestar serviços superfaturado’.

Câmbio, desligo!
Em outro parecer, Raquel cobra o restabelecimento da prisão preventiva de Carlos Alberto Braga de Castro, que ficou preso por um período no âmbito da Câmbio, Desligo! Ele está foragido. De acordo com a PGR, as medidas cautelares diversas da prisão não seriam suficientes para barrar a prática de crimes.

Na acusação, Raquel alega que Braga de Castro tinha ‘uma importante função no esquema criminoso devido a sua proximidade com vários doleiros, entre eles Álvaro Novis e os irmãos Chebar, que atuavam nos núcleos da organização criminosa do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral’.

“Tal fato evidencia o grande risco de reiteração criminosa por parte do paciente (Braga de Castro), além do evidente risco de ocultação de eventuais produtos do crime ainda não localizados”, destaca a procuradora-geral.

COM A PALAVRA, A DEFESA

A reportagem tenta localizar a defesa dos citados nos pareceres da procuradora-geral Raquel Dodge. O espaço está aberto para manifestação.